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                                                                                                  ASCENSÃO DO SENHOR JESUS

A Ascensão é o episódio que põe um ponto final no itinerário terreno de Jesus. Terminou sua permanência entre os homens.
A fórmula do nosso Credo: “ Ressuscitou, subiu aos céus, está sentado à direita do Pai”, exprime a fé da Igreja no destino de Jesus de Nazaré. Agora Cristo “está assentado à direita de Deus” (Cl 3,1). O Pai o associou definitivamente à sua vida, ao seu poder sobre os homens e sobre o mundo. Por isso Ele dirá “toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra” Mt 28,18.
A Ascensão é, portanto, a glorificação do Senhor Jesus, é o coroamento da glória pascal e o triunfo do crucificado, é festa no céu e na terra, o Pai o confirma e lhe dá o Nome que está acima de todos os nomes, diante do qual todo joelho se dobrará e toda língua proclamará que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai.( Cf. Fp 2,9-11)
“Ele (o Pai) manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda autoridade, poder, potência, soberania, ou qualquer título que se possa mencionar não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. Sim, Ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal ( Ef.. 1,20-23).
Se Cristo é a Cabeça da Igreja e nós somos os membros da Igreja, seu corpo, desde já algo de nós está no céu e a nossa posição é também esta, de estarmos sentados à direita de Deus com Cristo Jesus, não em plenitude, mas espiritualmente temos no Nome de Jesus poder e autoridade que precisamos exercer.
Depois dos quarenta dias de aparição do ressuscitado, a Igreja entra num estado de tensão entra a ausência do Senhor com a ascensão e sua nova presença no Espírito Santo
Ao voltar para o Pai, Ele se faz o nosso intercessor e com o Pai nos envia o outro paráclito, o Espírito Santo, continuador de sua missão.
“…recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judéia e na Samaria, e até os confins da terra” (At1,8).
Até este momento os apóstolos tinham exercitado, sobretudo, a receptividade da pessoa e da mensagem de Jesus. Com a Ascensão e com Pentecostes inicia-se para eles uma nova etapa: a transmissão do que tinham recebido de seu Mestre e Senhor. Vão exercer sua atividade transmissora mediante o anúncio e a pregação da Boa Nova e de modo especial pelo testemunho do Evangelho inclusive até o heroísmo do martírio. É necessário anunciar e testemunhar o Evangelho até que Cristo volte. “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,11).
Prepararam-se para esta missão ao longo da convivência com Jesus e estarão acompanhados pelo Espírito de Jesus, que receberão dentro de poucos dias (Pentecostes). Esta missão está marcada pela esperança, sem ter a certeza do tempo e do momento fixados pelo Pai para o estabelecimento definitivo do Reino mediante a segunda vinda de Cristo Jesus. O quando não interessa tanto, o que importa é a esperança da sua vinda e estarmos preparados.
Como os apóstolos devemos ser homens de esperança, à qual a Ascensão de Jesus nos estimula. Esperamos antes de tudo a vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e esperamos com serenidade um futuro melhor e mais cristão ao passo em que nos comprometemos em sua construção presente. Mas, caminhando entre as coisas que passam, busquemos de fato as que não passam.
E então, por que estás aí parado? Ide e anunciai!

 

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