A volta do Campeonato Paraibano  mesmo durante a pandemia do Covid-19 divide os dirigentes dos 10 clubes que disputam a competição. Alguns dirigentes se posicionaram  favoráveis a volta do Estadual, enquanto outros sugerem cautela, e consideram um risco retomar a competição com a pandemia do coronavírus ainda fazendo vítimas no Estado.
Representantes de Campinense e Treze partiram na frente e se reuniram com prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues  e com o secretário de Esportes, Raymundo Asfora Neto, mas adiaram m definição sobre treinos.

A decisão sobre quando e como vai se dar esse reinício das atividades, no entanto, ainda não foi tomada. Mas uma nova reunião já está agendada para a próxima sexta-feira. Nessa nova ocasião, a Raposa, o Galo e também a Perilima devem apresentar seus planos de ação para a retomada do futebol, que está paralisado há quase três meses, por conta da pandemia do novo coronavírus.

Na reunião desta segunda-feira, os presidentes Paulo Gervany, do Campinense, e Walter Cavalcanti Júnior, do Treze, confirmaram a intenção de retomada das atividades e falaram também sobre as dificuldades de se colocar em prática o Protocolo Médico elaborado pela CBF e adaptado pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), com o apoio dos clubes.

A previsão é de que a partir do dia 13 de julho os jogos já estejam liberados, só que sem a presença do público. A Federação Paraibana de Futebol deve se reunir com os clubes ainda nesta semana para tratar do assunto.

Mesmo com o futuro incerto, o Treze já está planejando a volta aos gramados.
O presidente do Alvinegro, Walter Cavalcanti Júnior,  disse que o primeiro passo para que o clube volte à ativa foi a chegada da comissão técnica, capitaneada pelo técnico Moacir Júnior, já nesta segunda-feira. Agora, a diretoria aguarda para esta semana a chegada de alguns jogadores e, por fim, a definição por parte da Prefeitura Municipal de uma data para que os treinos possam ser retomados.
Na tarde desta segunda-feira, o técnico Moacir Júnior visitou o Presidente Vargas para avaliar as melhorias que estão sendo feitas no estádio.

O presidente do Campinense, Paulo Gervany, também já planeja a volta da Raposa e prometeu reforçar o time. Segundo o dirigente raposeiro, o elenco vai precisar de alguns ajustes para repor peças que acabaram tendo seus vínculos encerrados durante o período sem jogos em decorrência das medidas de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus.

Durante a paralisação do campeonato, a Raposa perdeu o técnico Oliveira Canindé que pediu para deixar o clube. O Campinense será comandado agora por Ruy Scarpino.

Antes da suspensão dos jogos do estadual, há quase três meses, o Campinense liderava o Grupo B da competição, com 13 pontos conquistados e na briga direta para chegar às semifinais. O Rubro-Negro – assim como o Botafogo-PB – ainda tem três jogos para disputar na primeira fase, incluindo o Clássico dos Maiorais da última rodada.

Já o Botafogo se posicionou através do seu presidente, Sérgio Meira. O mandatário do Alvinegro da Estrela Vermelha adotou um tom de cautela e disse que a visão do clube é que a volta aos treinos e o prosseguimento da disputa do estadual só devem ser postos em prática após o achatamento da curva de contágio do novo coronavírus no estado.

Os times do Sertão estão divididos quanto a volta do Estadual. O Atlético-PB já se posicionou favorável ao retorno das atividades, o Trovão Azul aguarda apenas o aval da FPF – que enviou seu Protocolo Médico ao Governo do Estado nessa quinta-feira – para voltar aos treinos. O time cajazeirense, inclusive, está pronto para um possível retorno.
O Sousa defende que a competição seja retomada mais tarde, quando a curva do vírus começar a ser achatada. O presidente do Dinossauro, Aldeone Abrantes, sugeriu mais calma no debate e sugeriu que a volta aos treinos, que foi projetada para o dia 15 deste mês seja adiada no mínimo para julho.

Sem elenco e em colapso financeiro devido à paralisação do futebol, o Nacional de Patos se posicionou contra a volta do futebol. Através de seu presidente, Cleodon Bezerra, o clube declarou que não vê viabilidade nenhuma de retorno do ponto de vista financeiro.

O CSP manteve seu posicionamento: terminar com urgência o Campeonato Paraibano. É que, na visão de Josivaldo Alves, dirigente e técnico do time pessoense, não só o CSP, mas todas as demais equipes de menor aporte financeiro que não têm calendário no segundo semestre do ano estão sendo prejudicadas com a não continuidade do estadual,
Único clube já rebaixado matematicamente para a 2ª divisão, o Ssport Lagoa Seca é contra a volta do Paraibano neste momento. O diretor executivo do time, Arthur Ferreira, adotou um discurso coletivo e argumentou que, além das dificuldades enfrentadas pelo seu clube

Já a Perilima é contra o retorno no momento do campeonato devido o risco a saúde dos atletas e demais profissionais envolvidos na competição. Estreante na competição, o São Paulo Crystal também é contra o retorno das atividades nesses momento de pandemia.

Os 10 clubes que disputam a elite do futebol paraibano, enfrentam uma situação dificil, visto que praticamente a principal receita vem das rendas.

Após o decreto do governo do Estado de flexibilização de algumas das medidas de isolamento social a Federação Paraibana de Futebol (FPF) enviou ao Governo do Estado, à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e à Secretaria de Esportes documentos que solicitam a volta dos treinos e, posteriormente, dos jogos do Campeonato Paraibano.

Nos documentos enviados pela FPF, um rigoroso o protocolo de segurança, é apresentado e se baseia em orientações da CBF, mas que teve intervenções da Federação, com o auxílio dos médicos dos clubes. O documento prevê  um Plano de Ação para a retomada das atividades; e um requerimento para que a prática do futebol seja restabelecida na Paraíba. O governador do Estado, João Azevêdo, o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, e o Secretário de Esportes, Hervázio Bezerra, são os remetentes desses documentos.

O protocolo de segurança para a retomada das atividades – que, até então, não teve sua versão final divulgada -, prevê testagem máxima dos envolvidos, uso obrigatório de máscaras (exceto para os jogadores durante a partida) e disponibilização abundante de álcool em gel durantes as atividades. Pelo menos essas são as premissas que estão na primeira versão do documento. A FPF, por sua vez, já declarou que o protocolo sofreu algumas alterações desde a sua apresentação à imprensa.

O Campeonato Paraibano de 2020 está suspenso desde 19 de março. Desde então, os estádios estão fechados, treinos interrompidos e jogadores liberados.

Severino Lopes
PB Agora

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