Por pbagora.com.br

Em um Maracanãzinho quase lotado, não havia espaço para erros. Vencedor das quatro finais da fase classificatória, o Rio de Janeiro não podia titubear neste sábado, em casa. Mas balançou. Depois de vencer o primeiro set, viu o Osasco virar e ter o ponto do campeonato nas mãos, na quarta parcial. O time de Bernardinho, porém, recuperou o equilíbrio e provou ser melhor nos momentos decisivos. Monique saiu do banco, brilhou em quadra e marcou o último ponto da partida. O Rio fechou em 3 sets a 2 (25/22, 21/25, 16/25, 27/25 e 15/12) e ergueu o troféu da Superliga feminina de vôlei pela sexta vez.

– Não fui a melhor do jogo. O time todo foi bem. O Bernardinho me deu uma oportunidade, e eu aproveitei – disse Monique, eleita a melhor da partida.

 

Nas semifinais, os dois times balançaram. Só garantiram vaga para a decisão na terceira partida da série melhor-de-três. O Rio passou pelo Brusque, e o Osasco pelo São Caetano. Neste sábado, somente a vitória interessava.

 

– Em momento algum da partida nós paramos de acreditar – disse Bernardinho.

 

Recuperada de uma lesão no joelho esquerdo, Paula Pequeno começou como titular. O primeiro ponto do jogo, no entanto, foi marcado por suas rivais. O Rio abriu dois, mas deixou o Osasco passar à frente em 5 a 4, quando Sassá venceu o bloqueio. Lá e cá, o jogo seguiu equilibrado. A diferença não passava de um ponto. Mas o Osasco, que no começo da temporada chegou a contratar uma psicóloga, se desconcentrou na hora que mais precisava de atenção. As meninas de Bernardinho fizeram 24 a 22, e coube a Érika e Carol Gattaz fechar o set com um bloqueio duplo.

 

A vibração de Natália – maior pontuadora do jogo, com 31 – após um longo rali marcava o segundo ponto e a reação do Osasco no segundo set. O time ganhou uma injeção de ânimo e abriu cinco pontos (10 a 5). Um bloqueio de Carol Gattaz fez com que o Rio encostasse em 12 a 10. Foi só. Adenízia bloqueou Regiane, fez 21 a 14 e vibrou como se tivesse conquistado um título. Para a vitória, no set, ainda era necessário ter calma, algo que Paula Pequeno quase perdeu em 23 a 18, quando reclamou com o árbitro. Ele deu fora um ataque de Natália. O Osasco desperdiçou um set point num erro de saque de Sassá, mas Thaísa, ex-Rio, fechou.

O Osasco voltou a dominar na terceira parcial, mas o Rio acordou. Quando o time de Bernardinho marcou o 13º ponto (dois a menos do que o rival), Luizomar de Moura pediu tempo. Virna saiu do banco de reservas e foi até a torcida. Pedia apoio para que o time continuasse a reagir. Carol Albuquerque fez 22 a 15 em três aces seguidos. Virna novamente apareceria. Entrou em quadra e pediu: ‘saca em mim’. Recepcionou errado. Fabi tentou com pé, mas não conseguiu. Uma bola para fora de Érika deu ao Osasco o set point. Regiane salvou (24 a 17), e Fabiana também (24 a 18), com um bloqueio. Mas a bola, no rali seguinte, foi para a mão de Thaísa, e ela novamente fechou.

 

No quarto set, Bernardinho reclamava do saque de sua equipe “Todos estão na mão”. Do outro lado da quadra, o Osasco voltava a se desconcentrar. Pecava pela ansiedade de fechar a partida. O Rio não perdoou: abriu 15 a 11. Monique entrou em quadra e carimbou para marcar o 16º. Era a primeira aparição da atleta que viria a ser o nome do jogo.

Paula & cia não desistiram. A atacante acertou a mão e marcou dois pontos seguidos. Com Natália, o time empatou em 20 a 20. Monique cedeu o ponto da virada ao atacar para fora. Regiane deu o troco, e Fabiana, bloqueando Adenízia, fez 22 a 21. Adenízia se recuperou e empatou, mas o Osasco jogou fora um saque. Carol Albuquerque, numa bola de segunda, deixou tudo igual (23 a 23). O match point veio das mãos de Natália, mas Thaísa desperdiçou o ponto do título: bloqueou para fora. Fabiana fez o 25º ponto e deu ainda o segundo set point para o Rio (26 a 25). Érika levou o jogo para o quinto set.

Carol Gattaz perdeu uma troca de bola no início do set e irritou Bernardinho. Eles bateram boca, e o treinador pediu tempo. O placar marcava 2 a 0 para o Osasco. Depois da bronca, o time carioca melhorou. Era ponto lá, ponto cá. Em 11 a 11, Bruninho, levantador do Florianópolis, filho de Bernardinho e namorado de Betina, do Rio, saía da arquibancada. Nervoso, não conseguia mais assistir à partida. Não deve ter visto quando Monique encheu a mão e levou o Rio ao match point (14 a 11). Paula salvou. Monique mais uma vez brilhou. E deu o título ao Rio, o sexto na história.

 

 

 

Neste domingo, às 9h30m, Bruninho voltará ao Maracanãzinho. Florianópolis e Minas disputarão o título da Superliga masculina. A partida terá transmissão ao vivo na TV Globo.

globo.com

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