Por pbagora.com.br

Não se trata de uma disputa direta entre dois maiores rivais, mas pode-se dizer que o Brasil já larga em vantagem na 17º edição do Mundial Sub-20, que começa nesta quinta-feira, no Egito. Tetracampeã da categoria, a seleção brasileira enfrentará potências como Espanha e Alemanha, mas não terá pela frente a Argentina, detentora de seis títulos e atual bicampeã. O Brasil, consequentemente, não levanta o caneco desde 2003, nos Emirados Árabes, com a geração de Daniel Alves, Fernandinho, Daniel Carvalho e Nilmar. Em 2005, foi eliminado para a arquirrival, de Messi, Gago e Agüero nas semifinais. Já em 2007, a algoz foi a Espanha, nas oitavas. A competição é disputada a cada dois anos.

A Fúria, inclusive, é, na teoria, a maior adversária dos brasileiros. Os espanhóis foram vice-campeões do Mundial Sub-17 há dois anos, na Coreia do Sul, e agora colhem os frutos, apesar da ausência da estrela Bojan Krkic, do Barcelona, lesionado. A Alemanha, campeã na ocasião, também sofre com desfalques, entre eles o meia Toni Kroos, emprestado ao Bayer Leverkusen pelo Bayern de Munique. Camarões, de Etienne Eto’o, irmão do atacante do Internazionale, Gana, República Tcheca, que está no grupo do Brasil, Inglaterra, Itália e os donos da casa Egito também estão bem cotados.

 

Apesar da tradição, o técnico Rogério Lourenço não vê a ausência da Argentina como motivo para o Brasil se descuidar. Pelo contrário.

– Não é que facilite, pois hoje em dia não tem moleza. A gente sabe que as equipes que chegaram ao Mundial foram por seus méritos. Mas também sabemos da qualidade do nosso grupo, que é determinado, comprometido, e tenho certeza que durante a competição vamos crescer e mostrar que temos tudo para conseguir esse título – disse.

 

A seleção brasileira estreia somente no domingo, dia 27, contra a Costa Rica, pelo Grupo E, sediado em Port Said. A atual vice-campeã Republica Tcheca e Austrália completam a chave. No total, são 24 seleções. Os dois primeiros de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados avançam para as oitavas de final. O pontapé inicial será dado por Egito e Trinidad e Tobago, nesta quinta-feira, em Alexandria, pelo Grupo A.

 

– A gente já tem uma idéia dessas equipes. É óbvio que sempre pode acontecer mudança de uma convocação para outra como a nossa que, mesmo sendo campeã sul-americana, mudou 50% do grupo. Mas nós jogamos um torneio na Venezuela e outro em junho, na Costa Rica. Também temos vídeos da República Tcheca, que fez uma boa Eurocopa da categoria, e a Austrália, que a gente não conhece e vai poder conhecer mais lá – analisou o técnico Rogério Lourenço, que não contará com Dentinho, Renan Oliveira, Sandro e Walter, quatro dos destaques no Sul-Americano disputado em janeiro na Venezuela.

O meia Giuliano, um dos destaques do time, aprovou a condição de favorito, mas com as ressalvas de sempre.

– O Brasil em qualquer lugar sempre será favorito pela camisa. É pentacampeão do mundo e sempre tem obrigação de vencer. Não aconteceu nas duas ultimas edições, mas agora temos uma seleção muito forte. Nossa chave é difícil, temos algumas informações da Costa Rica, Republica Tcheca, a própria Austrália que é tecnicamente melhor. Então precisamos estar atentos para não sermos surpreendidos e fazer um grande jogo. Nosso maior adversário é a Costa Rica, porque temos de pensar jogo a jogo, passo a passo – afirmou.

 

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