Por pbagora.com.br

O Ministério do Esporte prepara o lançamento de projetos de lei para construir o modelo de gestão estatal da Olimpíada, inspirado em Londres-2012, e fazer as primeiras liberações de verbas ao comitê organizador. Ainda haverá revisão do Orçamento da pasta para 2010 para contemplar recursos para o evento — hoje, é de R$ 1 bilhão.

"Vamos soltar isso nos próximos meses, com mudança no Orçamento. Temos um fluxo de caixa que será revisto", afirmou o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser.

No total, o orçamento dos Jogos é de US$ 14,3 bilhões (R$ 25,9 bilhões). A maior parte do dinheiro será federal, principalmente em infraestrutura.

O governo federal deve usar as sobras da candidatura para financiar o início da organização dos Jogos. Foram disponibilizados R$ 30 milhões a mais para a postulação, dos quais cerca de R$ 12 milhões devem cobrir os últimos gastos. O restante já iria para a Olimpíada.

O ministério prepara um projeto de lei para nova liberação de verba. O montante está em estudo, até porque a própria constituição dos órgãos do evento está sendo estruturada.

O comitê de candidatura se transformou automaticamente em comitê organizador, com Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, no topo da hierarquia.

Ele ainda vai esperar, no entanto, para dar os primeiros passos. "O próprio COI [Comitê Olímpico Internacional] já nos disse para relaxar".

A primeira reunião de trabalho da Rio-2016 com a entidade internacional será em novembro. Nuzman admitiu que podem haver revisões no plano olímpico se houver pedidos das federações. Porém o planejamento geral será mantido.

Anteontem, ele já assinou o "Acordo para sediar os Jogos" com o COI: 22 volumes de documentos sobre as relações dos comitês local e internacional.

Da parte do governo federal, o plano é a criação da Autoridade Olímpica, repetindo o modelo inglês para Londres-2012. A ideia é que seja uma empresa pública que terá um executivo indicado pelo ministério, mas que poderá contratar profissionais especialistas no mercado.

"Há diferença em relação ao modelo inglês porque eles dividem o trabalho por diversas agências. O nosso deve ser mais concentrado", declarou Leyser.

O controle de gastos, em princípio, funcionará da mesma forma no ministério. Há até hoje processos no Tribunal de Contas da União referentes ao Pan do Rio-2007.
 

 

Folha