Por pbagora.com.br

 O atacante vestiu a camisa 14 no início da tarde desta segunda-feira e respondeu mais de uma vez a esse questionamento. Ao lado do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o argentino se disse atraído pelo projeto esportivo de conquistar títulos importantes pelo clube.

– A proposta do São Paulo me agradou muito pela magnitude do que é o São Paulo, um dos maiores clubes do Brasil e da América do Sul, do que apresentaram para mim, pelo projeto de conseguir títulos importantes – afirmou o atacante, que não terá a documentação regularizada em tempo de enfrentar o Santos nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, mas poderá fazer sua estreia diante do Mirassol, sábado, no Morumbi.

Recebido com euforia por 50 mil torcedores no estádio no último domingo, antes da vitória por 5 a 2 sobre a Ponte Preta, Pratto também se disse surpreso e feliz pelo carinho.
– Meu novo treinador e meus companheiros me receberam bem demais, me fizeram sentir como se eu estivesse há mais tempo no clube. E ontem, com 50 mil pessoas, eu e o Jucilei ficamos surpresos com o carinho que a torcida demonstrou por nós. Eu já estava feliz por chegar ao São Paulo, agora estou ainda mais porque sinto que gostam muito de mim. Às vezes pensamos que só nos querem pelo que fazemos em campo, mas o mais importante para mim é o que tento deixar como pessoa. Ser tão bem recebido é uma sensação muito boa.

Veja a entrevista de Pratto na íntegra:

Por que escolheu o São Paulo?
– A verdade é que obviamente estava em um clube muito bom, como o Atlético Mineiro, mas a magnitude do São Paulo me chamou atenção. O projeto de títulos importantes, a magnitude do São Paulo… Vai jogar Sul-Americana e Brasileiro, que é muito importante. O Patón (Bauza) e a comissão dele me deram muito boas referências. Quando eu decido olhar as propostas que chegam, tento me assessorar de como está o clube. Tirando tudo o que sabem que o São Paulo representa no futebol sul-americano, sei o que é vir a um clube tão grande. Minha decisão também passa por isso.

Você chegou a dizer que não sairia para outro clube brasileiro?
– Falei que era muito difícil mudar de time, não impossível. As situações mudam. E vocês viram que foi difícil, não foi fácil. O projeto é título com São Paulo, um dos maiores do Brasil e do continente. Só de procurar já chama atenção. Depois são coisas pessoais minhas e da diretoria. O treinador é ídolo do clube, me chamou atenção. Tudo isso me fez tomar a decisão de vir ao São Paulo.

Concorrência no ataque
– Chego para ajudar. O ataque está coberto, eu, Chavez e Gilberto vamos fazer os gols que o time precisa. A pressão é de ser atacante em um time grande. A pressão é boa para saber que estamos obrigados a fazer boas coisas em um time que representa tanta coisa.

Estreia contra o Santos?
– Acho difícil jogar por um tema de regularização. Depois, eu tinha jogado dois jogos e quinta-feira iria atuar. Fisicamente estou 100%. Não falei com o Rogério Ceni sobre quarta-feira, porque está sabendo que não pode contar comigo. Minha cabeça é me preparar para conhecer os companheiros e me colocar em ritmo para estar á disposição o mais rápido possível.

Contrato longo é para jogar a Copa de 2018?
– Firmei contrato de quatro anos para ficar o tempo todo. Se o São Paulo não precisar mais depois nós conversamos. Quero fazer as coisas boas para que o São Paulo fique feliz de me ter no time. Quero fazer tudo bem, ganhar títulos e ser importante para o time.

Primeiras impressões de elenco e comissão técnica
– O treinador e os jogadores me receberam muito bem. Me fizeram sentir como se estivesse há muito tempo no clube. Ontem com 50 mil pessoas ficamos surpresos com o carinho da torcida, eu e o Jucilei. Todas pessoas que trabalham no clube me deram carinho. Já estava feliz e agora mais, sinto que gostam de mim. Isso é bom. Como jogador, penso que querem você só dentro de campo. O mais importante para mim é o que faço como pessoa nos clubes. A saída do Atlético foi difícil por isso, tinha grande amizade com os companheiros. A sensação foi muito boa, porque acho que terei grandes amizades aqui dentro.

Concorrência com Fred facilitou sua saída?
– Recebi muitas propostas nos dois primeiros anos. Deixei isso claro na entrevista com o presidente Daniel (Nepomuceno, do Atlético-MG). Ele me pediu para eu não sair, porque achava que não poderia contratar outros atacantes. Ele contratou Fred e Rafael Moura pela possibilidade de eu sair. Fiquei mais tranquilo com esses dois atacantes no Atlético. Não foi por isso minha decisão, mas sim pela boa proposta do São Paulo e mostrou um carinho importante. Por isso tomei minha decisão.

Mais sobre estreia e escolha pelo São Paulo
– Quero jogar sempre. Tem que pressionar o presidente para conseguir a documentação, mas é difícil. Escolhi o São Paulo por ser um dos maiores do Brasil e do continente. A vontade deles de me ter aqui é o mais importante para um jogador, que o time que te quer demonstre isso.

Gols de Gilberto contra a Ponte Preta
– Ontem estive no vestiário e parabenizei a todos, e claro ao Gilberto pelos gols. Espero que Rogério tenha dor de cabeça. O mais importante é que todos estejam 100%. É muito bom, para o time e para a confiança dele. Já passei momentos sem confiança. O mais importante é se sentir bem. Os gols de ontem e na Copa do Brasil dão confiança.

Projeto pessoal
– Pensar nesse ano, conseguir coisas importantes com o clube e títulos. Ver o que o técnico e o time precisam. Jogo a jogo mostrar que o São Paulo acertou em me contratar. Se tiver um ano como espero, no próximo vai sair tudo bem para mim e para o clube.

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