Por pbagora.com.br

O comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, afirmou nesta terça-feira que acredita que o CT do Corinthians não tenha sido, de fato, invadido por torcedores no último dia 1º, quando jogadores foram ameaçados, uma funcionária acabou sendo agredida, carros foram danificados e celulares roubados por vândalos.

Meira apontou que, de acordo com o cenário encontrado, alguém do clube deve ter permitido a entrada de torcedores ao CT do clube. Assim, ele defendeu as medidas adotadas pela polícia, que não prendeu os invasores, e criticou a relação entre os clubes e as torcidas organizadas.

"Eles invadiram por um alambrado que nós imaginamos que não houve invasão. Na verdade, entendemos ali que eles entraram pelo portão da frente. Você sabe como é a relação de torcida organizada com o clube. Eles entraram quando os policiais chegaram dentro do CT, um funcionário que recebeu, explicou o que estava acontecendo. Formaram uma comissão de 10 torcedores para conversar com os diretores", disse Meira, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

"É preciso acabar com essa promiscuidade. Nós entendemos que eles entraram pelo portão da frente. Isso precisa acabar. Nós estamos respeitando tudo que foi acordado pelo Ministério Público. Agora, não é obrigação da Polícia Militar investigar isso. Nós só fazemos a segurança preventiva. Os clubes são coniventes com as torcidas organizadas", completou o comandante-geral da PM.

De acordo com Meira, em um primeiro momento, quando a polícia chegou ao CT do Corinthians, não houve queixas sobre a ameaças aos jogadores. Por isso, não houve prisão de torcedores, pois a identificação dos torcedores ficou dificultada com a demora na realização da queixa.

"Até então ninguém havia apontado para a tenente o que havia acontecido. Não citaram nada sobre ameaça ou agressões de jogadores. Posteriormente, funcionários contaram à tenente que houve furtos de celulares e depredação de um carro. Ninguém tinha condição de apontar os autores dessas ações, então fomos formalizar o ocorrido na delegacia, que é o procedimento normal", justificou.

 

 

Estadão