Por pbagora.com.br

Principais nomes dos elencos de Palmeiras e Corinthians, Valdívia, Ronaldo “Fenômeno”, Roberto Carlos e, talvez, Marcos, não estarão em campo para o clássico deste domingo (1º), às 16 horas (de Brasília), no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro.

Diante de tantos desfalques, pelos mais variados motivos, as principais atrações tanto pelo lado alviverde, mandante do duelo, quanto pelo alvinegro, visitante “incomum” no estádio municipal, estarão sentadas nos bancos de reservas.

Quando a bola rolar Adilson Batista terá começado sua história no comando da equipe do Parque São Jorge. O substituto de Mano Menezes, agora técnico da seleção, terá pela frente um velho conhecido: Luiz Felipe Scolari.

Capitão do Grêmio dirigido por Felipão em 1995, Adílson, que dois anos mais tarde voltou a trabalhar com o treinador, no Jubilo Iwata, do Japão, viveu dias de glória ao comandar o Tricolor gaúcho rumo à conquista da Libertadores da América.

Ainda como jogador, Adilson viveu momentos importantes nos duelos entre Palmeiras e Corinthians. Em 2000, as equipes se enfrentaram na semifinal da Libertadores da América e Scolari levou vantagem, classificando o time do Palestra Itália à decisão.

Na véspera do novo confronto, o primeiro de Adilson contra Felipão como treinador, o ex-zagueiro lembrou da convivência com o adversário deste domingo.

– Há muito tempo não falo com o Felipe, vou dar um abraço nele. Tenho o maior respeito, consideração, carinho pelo ser humano, pelo jeito como nos tratou fora de campo. Pela convivência familiar que criou. Agora, domingo é um jogo e a gente tem que pensar na instituição; eu preciso vencer e ele também.

Do lado palmeirense, a tônica do discurso foi a mesma. Felipão sorriu quando se lembrou da convivência com Adílson e, além de rasgar elogios ao agora rival como jogador, apostou que na carreira de técnico os dias de glória também chegarão ao corintiano.

– O Adílson foi muito melhor do que eu. Foi fantástico, técnico, um dos melhores quarto-zagueiros que vi jogar e um verdadeiro capitão. Ele sempre foi uma liderança, o braço direito de um treinador dentro de campo. O Adílson é um cara que vai ter uma carreira espetacular pela frente com evolução em termos mundiais maior do que se imagina.

No total, Scolari e Adilson se enfrentaram quatro vezes defendendo Palmeiras e Corinthians, respectivamente. Cada um venceu duas. Como treinador do Cruzeiro, Adilson enfrentou o Palmeiras em quatro oportunidades e perdeu todas. Já Felipão enfrentou o Corinthians como técnico do Palmeiras em 21 jogos e venceu nove deles (empatou seis e perdeu outras seis).

 

Perguntado se usaria o que aprendeu com Scolari contra o próprio, Adilson despistou na resposta, mas admitiu que o convívio com o ex-comandante é uma arma que pode ser usada neste domingo. Se Felipão tem a vantagem de estar há mais tempo no comando do Palmeiras (foram três jogos), Adilson se considera bem informado sobre ambas equipes.

– Conheço o time do Corinthians, assistia aos jogos, joguei contra. Estou no Brasil há muito tempo, quem está voltando é o Felipe [passou oito anos trabalhando fora do Brasil], mas ele tem as pessoas que o ajudam.

Felipão também despistou quando o assunto foi uma possível surpresa por parte do substituto de Mano Menezes em seu primeiro jogo no comando alvinegro.

– Acredito que vá manter mais ou menos o trabalho do Mano, pois não dá para fazer uma revolução em três dias.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS X CORINTHIANS

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 1º de agosto de 2010, domingo
Hora: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Ednílson Corona (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

PALMEIRAS: Deola (Marcos); Vitor, Danilo, Edinho (Maurício Ramos) e Armero; Pierre, Márcio Araújo, Marcos Assunção (Edinho) e Lincoln; Ewerthon e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, William, Chicão e Leandro Castam; Jucilei, Elias, Paulinho e Bruno César; Iarley e Jorge Henrique
Técnico: Adílson Batista

R7

 

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