Um gigante do futebol brasileiro está de volta a Série A. Se o Palmeiras considerava que voltar à Série A era uma obrigação e não devia ter festa, conseguiu. Um empate sem gols com o São Caetano na tarde deste sábado, no Pacaembu, colocou a equipe novamente na elite do futebol nacional. Apesar de ter contado com uma lambança da arbitragem, o fato de a vitória não ter vindo foi um anticlímax para o cenário criado no estádio, mas o saldo que fica é o de que o time cumpriu o prometido, que era o acesso.
Tanto é que os jogadores nem comemoraram e saíram de campo com o som da torcida gritando "Não é mole não, segunda divisão não é mais que obrigação".

A equipe buscou o gol o tempo inteiro, mas o nervosismo atrapalhou durante todo o jogo, além da polêmica arbitragem de Wilson Luiz Seneme no primeiro tempo, em que marcou um pênalti a favor do time alviverde, e depois voltou atrás. Com o resultado, o Palmeiras segue líder, com 69 pontos, nove à frente da Chapecoense, segunda colocada. O São Caetano, por sua vez, luta na zona de degola, 31 pontos, na penúltima posição.

No dia 18 de novembro de 2012, ainda na estrada, enquanto vinha de Volta Redonda a São Paulo após empatar com o Flamengo, a delegação do Palmeiras soube que o time estava rebaixado pela segunda vez em sua história no Campeonato Brasileiro. Desde então, o clube passou por uma reformulação completa, desde presidência, até comissão técnica e elenco. Nesta tarde, esta estrada iniciada há quase um ano chegou ao fim. Em 2014, ano de seu centenário, o Palmeiras volta à elite.

Neste sábado, tudo conspirava a favor da equipe alviverde. O retorno ao Pacaembu após seis partidas longe de casa, a volta de Valdivia, maior ídolo do atual elenco, estreia de um novo uniforme. Para coroar tudo isso, bastava um empate, para colocar o time do Palestra Itália de novo na Série A.

O clima instaurado no Pacaembu era de festa desde horas antes do jogo. A torcida lotou o estádio e cantou o tempo todo. Antes de iniciar a partida, uma homenagem a grandes ídolos do passado, que entraram em campo para mostrar a nova camisa verde e amarela, empolgou ainda mais os palmeirenses. Nomes como Ademir da Guia, Dudu, Edmundo, Evair e Marcos estiveram presentes.

O Palmeiras começou a partida melhor. Empurrado pela empolgação do torcedor, o time alviverde envolvia o São Caetano e chegava com certa facilidade ao gol adversário. Com Valdivia bastante inspirado, as jogadas fluíam com naturalidade. Vinicius e Luis Felipe tiveram boas chances em arremates de fora da área.

Curiosamente, no entanto, a primeira melhor chance foi do São Caetano, aos 24, Prass fez uma grande defesa em chute de Cassiano. Aos 37min, foi a vez de o palmeiras responder, quando o zagueiro Henrique perdeu dentro da pequena área.

Foi então que o árbitro Wilson Luiz Seneme se tornou o protagonista da partida. Aos 27min, Vinicius recebeu de Valdivia na área, cortou o marcador e foi derrubado por Fabinho. O árbitro mandou seguir e revoltou os palmeirenses. Onze minutos depois, o camisa 10 do Palmeiras achou Kardec na área. O goleiro Rafael Santos saiu no abafa, tocou a bola, mas o atacante caiu. Seneme marcou pênalti. Porém, alertado pelo bandeira de que havia errado, desmarcou.

A mudança causou uma confusão. O banco do Palmeiras inteiro invadiu o campo para reclamar. No entanto, o juiz manteve a decisão de voltar atrás e pediu desculpas aos jogadores alviverdes pela lambança. Depois, disso, atuou sobre vaias até o apito que determinou o fim da primeira etapa.
O Palmeiras voltou para o segundo tempo abafando o São Caetano. O time alviverde passou a pressionar ainda mais, enquanto o rival abusava das faltas para neutralizar as jogadas palmeirenses. Nos contra-ataques, contudo, o São Caetano assustava, mas parava na ótima atuação de Fernando Prass.

Apesar da pressão, o time do Palmeiras não conseguiu colocar a bola para dentro. Quando percebeu que faltavam menos de dez minutos para o apito final, a equipe desacelerou e jogou com o regulamento. Um empate bastava para recolocar o time na Série A do Brasileirão. Um empate foi o que veio e em 2014, ano de seu centenário, o Palmeiras estará de volta na elite.

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