Por pbagora.com.br

Elias chegou ao Corinthians após o Campeonato Paulista de 2008 como apenas mais uma aposta da diretoria. Mas, um ano e dois títulos depois, o volante já passou a ser cotado como um dos prováveis jogadores que deixarão o Timão na abertura do mercado europeu. Apesar de garantir que não recebeu nenhuma oferta oficial, o jogador exige da diretoria uma melhora salarial para permanecer.

– Minha conversa sempre foi muito franca com o presidente. A valorização acontece no futebol. O Corinthians não vai querer rasgar dinheiro, mas, se tem time da Europa me olhando, é porque estou fazendo algo bom. São questões sobre contrato e tempo de contrato que a gente precisa acertar para seguir tranquilo aqui – afirmou.

No último sábado, o ex-zagueiro palmeirense Luiz Pereira, observador do Atlético de Madri-ESP, esteve no Pacaembu acompanhando a partida. O clube da capital espanhola estaria interessado no volante e preparando uma oferta para contratá-lo assim que a janela europeia fosse aberta novamente, em julho.

– Não fiquei sabendo. Fico feliz. É prova que meu trabalho está sendo reconhecido. Mas não há proposta e nada de concreto. O Mano Menezes nos fala que, se um time da Europa quer nos contratar, ele chega com o dinheiro logo – acrescentou o marcador, que tem contrato até 2011.

Apesar de cobrar um maior reconhecimento financeiro, Elias garante que não está disposto a deixar o Parque São Jorge para se aventurar em terras de pouca tradição no futebol.

– Isso depende da minha assinatura. Sou o principal envolvido. Se a proposta não for boa, vou ficar aqui, no clube que abriu as portas para mim. Temos que pensar no projeto. O nosso era subir e jogar a Libertadores no ano do centenário. Ainda estamos no meio disso – lembrou.

O Corinthians, porém, lucraria pouco com a saída de Elias. O Timão tem direito a apenas 20% do lucro obtido com o negócio. Os direitos pertencem à Traffic (50%), ao empresário Carlos Leite (30%) e ao próprio volante (20%). Como o Timão não tem qualquer poder sobre a transação, o jogador pode deixar o clube a qualquer momento, desde que a diretoria seja avisada com um dia de antecedência.

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