Foi um domingo quase perfeito para o Grêmio. Com uma efetividade que havia faltado em outras partidas, o time de Felipão se impôs ao Botafogo no Maracanã, ganhou por 2 a 0, com dois gols de Barcos, e confirmou uma supremacia de dois anos contra equipes cariocas. O problema é que o Atlético-MG também venceu e impediu, momentaneamente, a chegada ao G-4. A missão, agora, se transfere para a partida contra o São Paulo, um dos adversários diretos, sábado, na Arena.

 

Desde o início, foi flagrante a superioridade do Grêmio contra um adversário mergulhado em crise financeira e técnica. Ramiro, o terceiro volante, foi quase um atacante, tantas vezes infiltrou-se pelo lado direito do campo. Luan, mais confiante do que em outros jogos, mostrou eficiência na armação e ousou nos arremates. As chances se avolumavam. A 11 minutos, sem marcador por perto, Barcos teve tempo para girar, mas chutou sobre Jefferson.

 

Com três meses de salários por receber, os jogadores do Botafogo pareciam ter desistido do jogo. Impasssíveis, viram o Grêmio se adonar do gramado e conduzir a bola com liberdade desde a intermediária até as imediações da meta de Jefferson. Aí, repetia-se o drama que tem acompanhado a equipe ao longo de toda a competição, a incapacidade para fazer gols. Aos 15, lançado por Luan, Ramiro ficou na frente do goleiro, mas não concluiu. Aos 22, Luan errou chute de longe. Aos 37, Dudu encontrou espaço, mas chutou fraco, nas mãos do goleiro. Um pouco antes, Zé Roberto foi derrubado dentro da área em dividida com Dankler e Jefferson, mas a arbitragem nada assinalou.

 

Descontado o lance na abertura do segundo tempo, em que Marcelo Grohe saltou para o lado esquerdo e, com o braço esquerdo, salvou chute de Sheik, o Grêmio seguiu superior. Com a diferença de que conseguiu marcar. A 4 minutos, após passe perfeito de Dudu, Zé Roberto encontrou Barcos na frente de Jefferson para fazer 1 a 0.

 

O gol foi uma exceção. De resto, apesar de seguir insistindo, o Grêmio não criou oportunidades mais nítidas. Até contar com a rebatida errada da zaga do Botafogo, que encontrou Barcos livre para fazer 2 a 0 e decidir a partida. O terceiro quase veio aos 45, em cruzamento de Ramiro, em que o argentino cabeceou na trave.

Diário Catarinense

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