Por pbagora.com.br

Inés Marín e Gabriel Araya vencem os 100m borboleta. Paraguaia, britânicos e até uma atleta chinesa já conquistaram o ouro na competição escolar brasileira

 

Os atletas chilenos convidados para disputar os Jogos Escolares da Juventude João Pessoa 2016, para atletas de 15 de 17 anos, conquistaram no fim da tarde desta sexta-feira, dia 11, as primeiras medalhas na competição. E de cara foram duas de ouro, ambas nos 100m borboleta. No feminino, Inés Marin venceu a prova com o tempo de 1min05s29, apenas três centésimos de segundo acima da sua melhor marca da carreira. E no masculino, Gabriela Araya conquistou a medalha de ouro com 56s95.

 

 

Considerada uma das maiores revelações da natação chilena, a jovem Inés Marín, de apenas 15 anos, é dona de diversos recordes nacionais de categoria e já disputou várias competições no Brasil, incluindo o Troféu Chico Piscina, disputado em Mococa (SP) e o Campeonato Sul-americano Escolar de Aracajú (SE), ambos em 2015. Em João Pessoa, ela ainda vai nadar os 100m e 200m livre, além das provas de revezamento, e pode aumentar a sua coleção de medalhas douradas conquistadas em solo brasileiro.

 

 

“Estou muito feliz. Queria muito ganhar a prova e venci os 100m borboleta com uma marca muito próxima ao meu recorde, que conquistei em uma competição no Paraguai, com 1min05s26”, disse Inés.

 

 

Outra revelação do esporte chileno, Gabriel Araya, de 17 anos, que disputou o Chico Piscina no ano passado e ficou com a medalha de bronze, também nos 100m borboleta. Treinado por Matias Jaque, ele se disse encantado com os Jogos Escolares da Juventude e com o parque aquático da Vila Olímpica Parahyba, só não gostou muito do seu tempo, apesar da vitória.

 

 

“Não consegui descansar o suficiente depois do almoço, uma vez que tivemos que ir direto do Centro de Convivência para a competição. Mas valeu pela medalha”, afirmou o jovem atleta, que tem muitos amigos brasileiros e fala diversas palavras em português. “Sei falar bom dia, boa noite, obrigado, borboleta, peito, costas e muitas outras palavras que é melhor não falar”, brincou.

 

 

A equipe chilena que está disputando os Jogos Escolares da Juventude conta com 24 atletas da natação e do atletismo, incluindo as irmãs gêmeas Daniela e Katalina Muñoz e os velocistas Jhonnatan Orobio (correrá os 100m e 200m rasos) e Pablo Manzo (200m e 400m rasos), todos de 15 anos. Os chilenos receberam o convite, uma vez que os Jogos Sul-americanos da Juventude 2017 será disputado em Santiago.

 

 

Nos dois últimos anos, uma delegação da Argentina também foi convidada para disputar a competição. Das equipes argentinas que participaram dos Jogos Escolares da Juventude em 2015 e 2016, o principal resultado foi de Marián Buenanueva. Ela ficou com a medalha de bronze no pentatlo, em setembro, nos Jogos Escolares da Juventude João Pessoa 2016, para atletas de 12 a 14 anos, e no fim de outubro conquistou o vice-campeonato dos Juegos Nacionales Evita, na mesma prova.

 

 

Britânicos, paraguaia e chinesa – Jovens atletas de diversos países já disputaram os Jogos Escolares da Juventude e muitos deles conseguiram se destacar na competição. Em 2012, uma equipe de oito atletas britânicos da natação e quatro do vôlei de praia (seis meninos e seis meninas no total) competiram em Cuiabá, na competição de 15 a 17 anos. Destaques para Jessica Lloyd, uma das mais jovens integrantes do time britânico nos Jogos Olímpicos Londres 2012, e James Guy, que conquistou duas medalhas de prata nas provas de revezamento – 4x200m livre e 4x100m medley – e ficou em quarto lugar nos 200m livre.

 

Já a pivô paraguaia Sabrina Morinigo conquistou o bicampeonato de 2011 e 2012 no handebol feminino pelo Colégio Castro Alves, de Cariacica (ES), um time que marcou época nos Jogos Escolares da Juventude.

 

 

Outra atleta estrangeira que fez história na maior competição escolar brasileira foi a chinesa Zhao Wanchao, medalha de ouro no tênis de mesa em Poços de Caldas 2009, na competição de 12 a 14 anos. Nesse mesmo evento, o brasileiro Hugo Calderano levou o título no masculino e a atleta paralímpica Bruna Alexandre, que foi eliminada nas quartas-de-final, mesmo sem ter um braço. Os dois se destacaram no Rio 2016, o primeiro nos Jogos Olímpicos e a segunda nos Paralímpicos.

 

 

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com apoio do Governo da Paraíba e patrocínio máster da Coca-Cola.

 



Assessoria

 

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