Por pbagora.com.br

Com o sexto lugar no GP de Cingapura de Fórmula 1 no domingo, ficou ainda mais difícil para Rubens Barrichello conquistar o título, principalmente porque seu companheiro de Brawn GP, Jenson Button, foi quinto e somou um ponto a mais.
 

Agora, depois de 14 etapas, o inglês tem 84 pontos diante de 69 de Rubinho. A diferença que era de 14 passou para 15 pontos. Este resultado abriu a possibilidade de Button definir o campeonato já no domingo, no GP do Japão, em Suzuka (às 2 horas, de Brasília). A situação, ele garante, não é problemática.
 

"Fiquei desapontado com o resultado de domingo, mas nada de jogar a toalha. É uma pena só que todos aqueles eventos aconteceram. Acho que a gente tem trabalhado de uma forma muito positiva, se você começar a somar safety, troca de câmbio, batida, problema no pit stop, eu perdi um ponto só, de novo é mais para cima do que para baixo", discursa Barrichello.

Como depois da prova de Suzuka o calendário terá apenas a corrida de Interlagos, dia 18, e a de Abu Dabi, em 1 de novembro, Button precisa ampliar a atual diferença de 15 para 20 pontos. Na melhor das hipóteses, Rubinho tem vencer as duas corridas restantes e o inglês não pode somar ponto algum – assim os dois terminariam empatados.

"É dessa forma que tenho de ir para as três provas finais: andando na frente dele, classificando na frente dele e mais do que tudo ganhando corrida, porque quando tudo vai bem tenho certeza que meu lado da garagem é mais forte que o dele", reforça. Ao vencedor de uma corrida é atribuído 10 pontos. O primeiro critério de desempate é o número de vitórias e Button tem seis enquanto Rubinho, duas.

Para ampliar a diferença entre ambos de 15 para 20 pontos, Button precisa, necessariamente, chegar entre os quatro primeiros no GP do Japão e torcer por um resultado desfavorável de Rubinho. Ele só não consegue dizer se a Brawn GP andará na frente no Circuito de Suzuka. "Não dá muito para prever. A teoria é que realmente a Red Bull deve andar muito bem lá, mas depende do frio e não espera um frio maior do que foi Spa. Acho que a gente vai estar bem lá."
 

 

Estadão