O Biotério da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está em fase de conclusão para entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2020. A gestão do setor ficará sob a responsabilidade de uma empresa especializada e, para isso, a Administração Central da Instituição firmou contrato com a Biotec, nesta terça-feira (3), mediante assinatura do documento, durante reunião do reitor Rangel Junior com o diretor da empresa, Dario Duram Gutierrez.

Em breve, o Biotério da UEPB estará realizando pesquisas de ponta nos diversos campos das Ciências Biológicas e da Saúde, em uma estrutura com certificação internacional, construída no Câmpus de Bodocongó, em Campina Grande. Com a assinatura do contrato, a empresa segue, agora, com os procedimentos que permitirão a entrada em funcionamento do Biotério, a exemplo dos protocolos exigidos pelos organismos sanitários, que culminarão com o pedido da certificação internacional, além da autorização do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA).

Após toda a revisão dos protocolos, os pesquisadores das UEPB serão chamados para iniciar os experimentos de forma biossegura. A empresa fornecerá à Universidade casais de animais (ratos e camundongos) dentro dos padrões de qualidade estabelecidos, ou seja, livres de agentes patogênicos. No processo de gerência do espaço, a empresa também vai oferecer cursos de capacitação para todas as pessoas que terão acesso ao Biotério e atuarão tanto nas pesquisas como no processo de criação dos animais. Um workshop será realizado com os pesquisadores para detalhar o funcionamento do equipamento.

O pesquisador vai se preocupar apenas com seus estudos científicos. São animais de qualidade para realizar os protocolos de pesquisa, que permitirão aos pesquisadores fazer publicações em revistas internacionais. Esses animais serão os reagentes biológicos que os pesquisadores precisam para fazer os seus experimentos”, observou o diretor da Biotec, Dario Duram Gutierrez. Ele enfatizou que o Biotério da UEPB tem qualidade internacional e não deixa a desejar a outros equipamentos do gênero, o que garantirá aos pesquisadores seguir os protocolos de última geração na área de animais de laboratório.

O reitor Rangel Junior enfatizou que, com o contrato, a UEPB dá um passo extremamente importante no campo da pesquisa com animais. Ele ressaltou que, ao longo dos últimos anos, a Instituição enfrentou barreiras para conseguir estabelecer as condições que garantissem o pleno funcionamento do Biotério com todo o padrão de exigências nacionais e internacionais. Rangel enfatizou que, a partir de agora, a Universidade poderá desenvolver pesquisas que serão certificadas e devidamente controladas em todos os sentidos, inclusive com ensaios voltados para desenvolvimento de fármacos. A ideia é que a Universidade possa, futuramente, prestar serviços a outras empresas e instituições de pesquisas.

“Percorremos um longo caminho, mas estamos perto de tornar o Biotério uma realidade na UEPB. A previsão é de que até o meio do ano ele esteja em pleno funcionamento. É um ganho enorme para a Universidade e um ganho para a comunidade científica. Tudo aquilo que a Universidade Estadual da Paraíba vinha fazendo, vai passar a ser feito agora de forma bem mais cuidadosa e criteriosa e sem a necessidade de utilizar outras instituições na área da Farmacologia”, destacou Rangel, acrescentando não ter dúvidas de que a estrutura vai contribuir enormemente para potencializar, qualificar e ampliar a capacidade de desenvolvimento de atividade da Universidade na ciência e na pesquisa, com resultados expressivos.

O Biotério da UEPB, foi construído ao lado do Departamento de Educação Física e conta com 13 salas de trabalho, quatro vestiários, quatro higienizadores e espaço para almoxarifado e sala de máquinas. Biotério é como se chama o local onde animais são criados e conservados para serem posteriormente utilizados em experimentos científicos. Também participaram da reunião, no Gabinete da Reitoria, o coordenador da rede de biotérios da Biotec, Bruno Braga Lima; a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB, professora Maria José Lima; o coordenador geral de pesquisas da UEPB; professor Carlos Gadelha Meneses; e a pró-reitora Estudantil, professora Núbia Martins.

Redação com assessoria

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