Por pbagora.com.br

Os reitores e representantes das instituições de ensino superior na Paraíba reagiram com preocupação à decisão do Governo Federal de efetuar um corte linear de quase 20% nos orçamentos de 2021 de universidades e institutos federais de todo o país.

Ao tomar conhecimento da decisão do Ministério da Educação (MEC), eles afirmaram que os cortes de 18,2% devem afetar o ensino e a pesquisas no próximo ano. O corte foi confirmado esse semana, mas a decisão ainda precisa passar pelo Congresso Nacional.

O vice-reitor e secretário de Planejamento da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Camilo Farias, disse que os cortes afetarão a assistência estudantil com cortes de bolsas, manutenção e funcionamento da instituição, e recursos aplicados em patrimônio.

Uma preocupação adicional é com relação à pandemia da Covid-19, visto que um eventual retorno das aulas presenciais em 2021, vai ser preciso adotar um protocolo de biossegurança que é caro. Mas que, apesar disso, deverá ser aplicado mesmo com corte orçamentários.

O reitor da UFCG, professor Vicemário Simões, deverá aguardar uma posição da Andifes (Associação dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o assunto como fez no contingenciamento de recursos feito pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado.

Já a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) vai recorrer para verbas extra-orçamentárias, que poderão ser conseguidas via emendas de bancada no Congresso Nacional.
A reitora Margareth Diniz, admitiu no entanto, que a situação é “bem preocupante”.

A reitora disse que mesmo com os cortes, vai lutar para preservar a assistência estudantil e o repasse para os 16 centros da instituição e para as pró-reitorias. A ideia é retirar recursos de outros setores para manter as pesquisas funcionando.

Ainda de acordo com a reitora, a UFPB deverá perder R$ 26 milhões de custeio e R$ 1,5 milhão de capital, valores que servem para diferentes destinos no cotidiano da comunidade universitária. “A gente já vinha numa defasagem orçamentária grande. Vai ser preciso planejar”, pontuou.

Já no Instituto Federal da Paraíba (IFPB), o pró-reitor de Administração, Pablo Andrey, disse que vai apelar à bancada federal paraibana em especial e a todos os deputados federais e senadores do país de uma forma mais geral.
Segundo ele, o IFPB possui atualmente 21 campi espalhados por todas as regiões da Paraíba e que um corte de quase 1/5 do orçamento é muito danoso para o funcionamento da instituição.

Segundo ele, são 30 mil estudantes que formam hoje a comunidade IFPB.
“Trabalhamos em todas as modalidades de ensino, começando no ensino médio e indo até a pós-graduação. Fomento de pesquisa e de extensão, gastos com manutenção e serviços terceirizados serão muito afetados se o corte passar no Congresso”, concluiu, em tom preocupado.

SL
PB Agora

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