São tempos difíceis. Com as aulas suspensas há mais de três meses devido a pandemia do novo coronavírus, o reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Rangel Junior, destacou em entrevista concedida a Campina FM, que as dificuldades nesses tempos são imensas, e que o ano letivo está comprometido.

Ao falar sobre as dificuldades que a UEPB tem enfrentado durante a pandemia Rangel disse que a situação tem sido um grande desafio e até o momento não se encontrou uma solução, pois na prática tudo é muito novo e nada do que foi proposto já havia sido testado.
Ele lembrou que para que a universidade funcione normalmente, precisa-se da presença das pessoas em seu ensino, extensão e pesquisa

– Não temos certeza de nada. O período letivo foi para o espaço e todas as medidas que tomamos até agora mitigaram o problema, mas não há solução e isso traz ansiedade às pessoas para que seus problemas sejam solucionados. Teremos aí pelo menos mais três meses sem nenhuma atividade presencial na UEPB, ou seja, junho, julho e talvez agosto, para, talvez, podermos retomar as atividades presenciais. Onde se pode fazer de forma não presencial, fazemos; e onde não, só nos resta esperar – lamentou.

Com relação às eleições para reitor, que seriam realizadas no mês de maio deste ano, Rangel contou que estas serão adiadas para o mês de novembro e que, de toda forma terá que ser realizada, já que ele deixa o cargo no mês de dezembro.

Já o reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicemário Simões, assim como o da UEPB, Rangel Junior, disse que o momento é de incertezas, mesmo havendo a possibilidade de volta das atividades.

Em entrevista a Rádio Campina FM, Vicemário , disse que uma comissão, formada por profissionais de diversas áreas, deve começar a elaborar um calendário de retorno às aulas presenciais, mas obedecendo vários critérios como forma de evitar aglomeração.

– Terá que haver uma dinâmica diferenciada, desde a entrada no campus. Temos que ampliar os serviços de limpeza e higienização, tirar temperatura, entre outras ações, mas para isso precisamos de dotação orçamentária. Estamos em discussão sobre as atividades remotas na unidade, pois também precisamos conhecer a situação socioeconômica dos alunos, pois muitos não têm acesso à internet e, com a pandemia, o ensino não será o mesmo – lamentou.

As aulas na UEPB e UFCG estão suspensas até 12 de julho.

SL
PB Agora

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