Por pbagora.com.br

 Passado o recesso do meio de ano, os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), deveriam retomar as aulas nesta segunda-feira (29). Só que em assembleia realizada há pouco mais de oito dias, a categoria resolveu entrar em greve por tempo indeterminado, seguindo assim, os técnicos administrativos da Instituição que já estão de braços cruzados há mais de 3 meses.

Diante do prejuízo a ser causado aos estudantes que estão prestes de se formar, o Rangel Júnior, fez um apelo aos professores para que assegurem pelo menos a conclusão do período letivo para não prejudicar os estudantes, que não próxima semana fariam as últimas provas.

A UEPB tem mais de 20 mil alunos, que vão ficar prejudicados com a decisão dos professores.
“Considero estranho o momento que essa decisão foi tomada. Creio que o momento é o pior possível, porque é como se visasse a atingir diretamente os estudantes", desabafou o reitor.

Conforme Rangel Júnior, as aulas se encerraram nesta sexta-feira (19) e o período letivo está prestes a se encerrar, pois do dia 29 de junho ao dia 3 de julho, após o recesso da semana dos festejos juninos, haveria provas. Segundo Rangel, na segunda-feira da semana seguinte já é o prazo final para os professores encaminharem notas.

"Nós temos em torno de mil jovens que vão colar grau, daqui a um mês; pais de família agendaram passagens; tem gente aprovada em concurso público esperando seu diploma para tomar posse no emprego. Então é uma série de questões. Pessoalmente, eu vou apelar aos professores para não abandonarem os seus alunos faltando uma semana para acabar o período letivo. Acredito que a melhor alternativa não é essa, com todo respeito ao movimento e às deliberações coletivas", disse o reitor.

Para o reitorl, os grevistas devem procurar o governador Ricardo Coutinho. Ele ressaltou que a Reitoria não tem permissão para conceder reajustes, mas apenas o governo do Estado, que deve mandar a proposta aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni) para votação na Assembleia Legislativa. “A discussão salarial ela não deve se dar com a Reitoria, que não tem competência técnica, legal, financeira ou orçamentária para tomar decisões acerca de salários”, enfatizou.
No total, a UEPB tem 1.350 professores, entre efetivos e substitutos.

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