Professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizaram na manhã desta quarta-feira (15) uma assembléia e decidiram manter a greve da categoria. A paralisação acontece desde o dia 28 de maio.

Os grevistas apresentaram também um documento pedindo a suspensão do calendário da instituição. O documento deve ser levado ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) nesta quinta-feira (16), na reitoria. Os grevistas também reivindicam que o Consepe se coloque contrário aos cortes ocorridos em verbas para ensino, pesquisa e extensão nas instituições federais de ensino.

Uma outra assembléia deve acontecer no próximo dia 24 de julho.

Confira documento elaborado pelos grevistas ne íntegra:

A GREVE DOS DOCENTES DA UFPB E SEUS

DESDOBRAMENTOS DE CUNHO ACADÊMICO

Os docentes da UFPB, em histórica assembleia geral que contou com mais de 700 participantes, realizada nos dias 26 e 27 de maio, iniciaram, a partir de 28 de maio, uma greve por tempo indeterminado, que tem como pauta uma campanha salarial, em conjunto os demais servidores públicos federais do Poder Executivo, e questões de caráter mais específico, predominantemente relativas a benefícios, verbas, carreira e condições de trabalho, consolidados em eixos no 34º Congresso do ANDES-SN.

Em sua reunião de 30 de junho, o Conselho Universitário da UFPB deliberou por posicionar-se favoravelmente ao movimento dos professores encaminhando esta sua percepção ao MEC e conclamando as partes à construção de um processo efetivo de negociação.

O fato de o órgão máximo definidor das políticas de nossa Universidade ter assumido tal postura, a nosso ver, implica, no âmbito institucional, a deflagração de um conjunto de medidas que expressem, no escopo de cada uma delas, a incorporação da decisão do CONSUNI pela UFPB.

É claro que, no caso do CONSEPE, as referidas medidas terão como missão adicional articular aos propósitos anteriormente caracterizados a sua leitura das recentes medidas, extremamente danosas à UFPB, do ponto de vista acadêmico, tomadas pelo governo da dita Pátria Educadora. A título de ilustração, consideramos necessário relembrar os cortes infligidos ao MEC pelo ajuste fiscal, atingindo diretamente as IFES, e mais especificamente a brutal redução prevista no orçamento da CAPES.

Mais ainda, nas mãos do CONSEPE, neste exato momento, está colocada a responsabilidade de assegurar, no pós-greve, uma normalidade institucional – tranquilidade, na verdade, seria um termo também adequado. Isto permitirá, dentro dos difíceis limites já identificados e a partir do tratamento dado pela Instituição ao período de duração da greve, otimizar as possibilidades de uma convivência tão harmoniosa quanto possível, dos segmentos integrantes da comunidade universitária e do fluxo do debate das questões político-acadêmicos verdadeiramente relevantes pela UFPB. E, desse modo, evitar o tratamento de questões menos significativas, mas que se tornariam incontornáveis, caso as diretrizes emanadas pelo CONSEPE fossem inadequadas e agudizassem alguns atritos que, diga-se de passagem, já se fazem presentes no cenário institucional.

Com esses aspectos em mente, os docentes reunidos em Assembleia Geral no dia 15 de julho de 2015 vem reivindicar desse CONSEPE:

– Suspensão imediata do Calendário retroativa a 28/5/15;

– Posicionamento contrário aos diversos cortes impostos sob o “guarda-chuva” do ajuste fiscal que atinjam de algum modo a UFPB, explicitando à comunidade universitária as implicações dos cortes nas atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidas pela nossa IFES.

Fonte: Ascom ADUFPB

 

 

 

PB Agora

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