Salas de aulas estarão mais preparadas e professores devem ter melhor qualidade de trabalho

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a população brasileira só deve crescer até 2042 e o número de filhos por mulher pode cair a partir de 2034. Daqui até lá, uma notícia pode transformar o panorama educacional: com menos alunos e com salas de aulas mais preparadas para a queda de natalidade, a expectativa é de que a qualidade no trabalho do professor melhore.

No entanto, ainda é um dos desafios para os professores as salas cheias, com alunos de idades diferentes e com conhecimentos tecnológicos que alguns docentes não estão capacitados para usar. Para a professora do ensino básico, Edna Pereira, acostumada com a sala de aula há mais de 15 anos, conseguir acompanhar o ritmo dos adolescentes que nasceram na era digital é um grande desafio da sua profissão. “Ainda tem professores que estão enraizados na sua formação do século XX, pois precisamos de formação continuada para que os educadores consigam, hoje, enfrentar os seus desafios”, explica, chamando atenção para a necessidade do investimento na educação continuada dos professores.

Enquanto o futuro não chega, já é possível fazer a diferença na vida de estudantes mesmo com poucos investimentos. O exemplo vem do município Malhada de Pedras, interior baiano, que melhorou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) a partir de projetos de incentivo à leitura. De acordo com a secretária Municipal de Educação do município, Edna Pereira, o investimento em todos os níveis de educação, desde o infantil até o nono ano do ensino fundamental possibilitou, junto com o incentivo à leitura, o progresso estudantil. “A gente tem, nas escolas, projetos de leitura durante todo o ano que, inclusive, renderam, em 2015/2016, a premiação Jornalismo Undime, falando sobre o projeto de leitura de Malhada, que fez avançar o Ideb”, esclarece a secretária.

Professores da nova geração

No Brasil, apenas 2,4% dos jovens de 15 anos têm interesse em seguir a área acadêmica, enquanto que na década passada o percentual era de 7,5%, segundo dados do relatório “Políticas Eficientes para Professores”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os motivos são diversos como a desvalorização da carreira pedagógica e o baixo salário.

A professora de Fotografia, Natália Silva, 24, enxerga na sua atuação a possibilidade de passar conhecimentos adiante, indo na contramão da pesquisa e apostando na educação de qualidade. Ela, que se formou em Jornalismo, passou em uma seleção para dar aulas em um ensino técnico. “Enxerguei a possibilidade de exercer a minha profissão de um modo distinto do que vinha atuando”, conta a professora estreante na profissão. 

Natália acredita, ainda, que a digitalização é o futuro da educação. “Quando digo isso, não falo somente da modalidade EAD, vai muito além disso. Eu acho que as escolas precisam se acostumar em usar a tecnologia para o bem delas, proporcionando aos alunos a possibilidade de tirar dúvidas e descobrir curiosidades em tempo real, por exemplo, além de várias outras metodologias de aprendizado”, argumenta a jovem.

Agência Educa Mais Brasil

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