Após a polêmica envolvendo a cor da roupa para meninos e meninas, Damares Alves, Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, criticou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que dá a possibilidade do estudante se candidatar a vaga universitária longe de onde mora a família. A declaração da ministra gerou uma onda de comentários que dizem “não ser papel do governo atuar em escolhas tão pessoais”.

 

Além de melhores oportunidades para a futura profissão, os estudantes afirmam que a liberdade é um dos fatores mais atraentes para estudar longe de casa. Em entrevista ao Globo News, na última quinta-feira (3), a atual ministra, autora da polêmica “menina veste rosa e menino veste azul”, afirmou que a saída do estudante para outro Estado “enfraquece o vínculo familiar”. Além da crítica ao Sisu, Damares afirma que a saída do jovem para outro estado requer investimento financeiro por parte da família, que muitas vezes não tem como custear a estadia do filho em outro local.

 

Em entrevista, alunos residentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em sua maioria, concordam que, apesar da distância e a constante saudade dos familiares, a universidade dá suporte para alunos de outros estados que precisam enfrentar a vida acadêmica sozinhos. Os estudantes aprovam a experiência como forma de crescimento e amadurecimento, pois longe dos pais têm a oportunidade de ingressar na vida adulta de forma independente.

 

Cintia Viana, estudante de dança, acredita que “os estudantes possuem o livre arbítrio para estudar onde quiserem”, principalmente por cada pessoa possuir uma bagagem de desejos e vontades que devem ser respeitados. “Além do mais, filhos de pais ricos possuem a liberdade de estudar até no exterior e eu acredito que essa oportunidade para os menos privilegiados vem sendo construída aos poucos, diariamente. Então, particularmente falando, eu considero a declaração bem absurda!”

 

Sobre a saudade dos familiares, a jovem afirma que a tecnologia vem quebrando a barreira da distância, tornando as pessoas muito mais próximas. Ainda sobre a afirmação da ministra, Cintia afirma que a decisão deve ser tomada pensando no aluno, em concordância com os pais. Sobre a escolha por uma instituição, Higor Kenet, de 23 anos, outros fatores, como a qualidade do ensino ou cursos específicos, influencia na hora da decisão: “Como aluno de fora, sei que não é barato custear uma vida longe de casa, principalmente longe dos pais, mas hoje, especialmente para os que residem na instituição, além da própria residência, existe o auxílio dos restaurantes universitários, fora as bolsas de estudo que o aluno pode conseguir dentro do curso.”

 

Alef Berg, estudante de computação da UFPB, viaja mais de 250 quilômetros para visitar sua cidade natal no período de férias, para o jovem cada pessoa possui uma vivência familiar diferente, o que torna a saída para a universidade uma escolha particular, cabendo ao estudante e à família fazer a melhor escolha.

 

Redação

 


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