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Especialista fala sobre estudos da UFCG sobre segurança cibernética e 5G para Anatel

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) foi escolhida pela Anatel para realização de estudos sobre segurança cibernética nas redes de telecomunicações, em especial de 5G. A celebração do Termo de Execução Descentralizada (TED) com a universidade paraibana foi aprovada pelo Conselho Diretor da agência reguladora nesta semana. O valor para execução do contrato é de R$ 3,183 milhões. O coordenador do projeto na UFCG o professor Danilo Santos, da Unidade Acadêmica de Engenharia Elétrica e pesquisador do Núcleo VIRTUS de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da instituição, comenta sobre a importância dessa conquista e como será esse processo.

Estão previstos oito pacotes de trabalho sobre os “principais aspectos, desafios e tecnologias relativos à segurança de redes 5G, também abordando questões atinentes às redes legadas de telecomunicações”. Os produtos serão desenvolvidos em 20 meses. Provedores de pequeno porte podem ser incluídos no regulamento de segurança cibernética

As análises tecnológica, econômica, da regulação e de padronização previstas devem envolver redes definidas por software (SDN), fatiamento de rede (network slicing), nuvem, Internet das Coisas (IoT), virtualização de funções de rede, camada física (physical layer), verticais e boas práticas.

Academia – Segundo a área técnica da Anatel, a escolha da UFCG se justifica pela tradição da universidade federal na vertente tecnológica. Além do Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia da Informação, Comunicação e Automação (Virtus), os departamentos de computação e engenharia elétrica da UFCG vão atuar nos produtos, bem como especialistas do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Segundo Danilo, que ainda não foram mapeados, no 5G, riscos ou problemas. A tecnologia, na verdade, teve a segurança como um dos principais princípios de projeto, ou seja, é segura, o que garante que seus usuários não estão expostos a nenhum novo risco relacionado à segurança. Danilo Santos ressaltou, no entanto, que é preciso sempre evoluir no quesito segurança, e o que motiva esse tipo de estudo é todo o potencial de inovação, aplicações e impacto tecnológico que o 5G vai trazer para a sociedade. Dado todo esse potencial, ele considera estudos como o da Anatel de extrema importância, pois vão permitir que sejam realizadas avaliações constantes sobre boas práticas e abordagens sobre cybersegurança.

“Ou seja, é um estudo visando o futuro, pois do mesmo modo que a tecnologia evolui, práticas de cybersegurança também devem evoluir”, frisou. Ao longo da pesquisa, serão realizados estudos sobre boas práticas de segurança nos diferentes níveis que envolvem a tecnologia 5G. “É importante destacar que o 5G integra muito mais tecnologia que gerações anteriores. Ou seja, existem muito mais camadas de avaliação que podem impactar uma rede 5G do que apenas a camada de ‘rede sem fio’”, afirmou o pesquisador.

Da Redação

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