Por pbagora.com.br

MP encontra esgoto a céu aberto e funcionários fantasmas

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Ricardo Barbosa (PSB), denunciou a situação de abandono que atinge as escolas estaduais da Paraíba. O deputado citou o resultado das últimas inspeções do Ministério Público nas unidades de ensino do Estado, que revelaram a existência de uma estrutura sucateada e a ausência de planejamento pedagógico.

“Hoje mesmo o Jornal da Paraíba estampa na sua capa uma notícia vergonhosa para nosso Estado. Uma escola estadual localizada em João Pessoa tem esgoto a céu aberto, falta merenda, ventiladores ameaçam cair na cabeça dos alunos e há até a suspeita de funcionários fantasmas. Isso é muito grave e mostra o abandono que vive as nossas escolas”, denunciou.

Ricardo Barbosa ressaltou que na matéria, o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, diz que pelo menos quatro servidores constam como funcionários da escola, mas não vão trabalhar. “Se isto estiver realmente acontecendo é um caso de improbidade administrativa”, diz o procurador na reportagem.

O deputado cita ainda outro trecho da matéria, onde Eduardo Varandas revela que dos 19 servidores que trabalham na Escola Estadual São Rafael, situada na comunidade de mesmo nome, no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa, apenas três são concursados.

“Essa é mais uma prova do inchaço provocado na folha de pessoal do Estado para a contratação de apadrinhados politicos do governador. Além disso, mostra como o governo Maranhão III vem tratando os concursados: com completo desprezo e descumprimento a lei”, declarou Ricardo Barbosa.

Enem – Ricardo Barbosa lembrou ainda o resultado do Enem de 2009, que mostrou que das 20 escolas que apresentaram os priores resultados no exame, 16 são estaduais. Já o Ideb revelou que quatro escolas paraibanas estão entre as 12 instituições públicas de ensino do país que tiveram as notas mais baixas.
“O Governo Estadual abandonou as escolas da Paraíba. O governador e seus secretários só pensam em se eleger a qualquer custo, deixando a administração do nosso Estado entregue às baratas”, afirmou.

 

Ascom