Desde o último domingo que chove em Campina Grande. A cidade amanheceu esta sexta-feira (14), coberta com um neblina. Choveu forte durante a madrugada na Serra da Borborema.  A meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas ( AESA), Carmem Becker, disse que as chuvas devem prosseguir pelas próximas 24h. E a tendência é continuar por todo o mês de junho, visto que as condições oceânicas são favoráveis a ocorrência de mais chuvas. Segundo ele, os meses de junho e julho são os mais chuvosos em Campina Grande e região do Agreste da Borborema.

Apesar das chuvas ininterruptas, a Defesa Civil não registrou nenhum desmoronamento de casa ou muro. Mesmo assim, órgão coordenado por Ruiter Sansão, tem realizado visitas as chamadas áreas de risco. Durante todo o dia de ontem, equipes da DC visitam os chamados pontos críticos da cidade, onde geralmente acontecem inundações e alagamentos. O trabalho prossegue nesta sexta-feira. Várias equipes da Defesa Civil estão de plantão. “O trabalho é de alerta e permanente” afirmou ao PBAgora Ruiter Sansão.

Sempre que chove, em Campina Grande muitas casas construídas nos pontos críticos, principalmente nas margens dos riachos e canais, sofrem com as inundações.
Desde o começo do inverno que Defesa Civil de Campina Grande montou um completo plano de monitoramento das áreas de risco no município. O coordenador do órgão revelou que a prefeitura mapeou 18 áreas de risco e alagamento que terão atenção especial com a chegada do período de chuvas na cidade.

Recentemente uma força-tarefa formada por representantes da Secretaria de Serviços Urbanos com Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Exército e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA) percorreu alguns locais suscetíveis a alagamentos e desmoronamentos.

Equipes da Secretaria de Serviços Urbanos tem intensificado os trabalhos de desobstrução córregos e galerias, além das limpezas dos canais que cortam a cidade.

De acordo com Antônio Lopes, um dos técnicos da DC foram mapeadas sete áreas de risco e 11 pontos de alagamento." Vamos traçar um plano piloto para atender as demandas do que cada órgão vai fazer dentro de suas atribuições, funcionando como um conselho de atuação no combate às enchentes e alagamentos”, afirmou Geraldo Nobre.

De acordo com o mapeamento feito pela DC são consideradas áreas de risco em Campina Grande, parte do bairro Três Irmãs, a Rua Fortaleza – bairro Santa Cruz (Ponte do Cruzeiro); Canal das Piabas – Rosa Mística – a comunidade São Januário, a Vila da Fap – bairro do Araxá -; o Canal do Pedregal – rua São Gonçalo – e o Mutirão do Serrotão.

Já os pontos de alagamentos são registrados na rua Tianguá – bairro das Cidades -; rua Aratuba – bairro das Cidades -; comunidade Zé Batista – bairro da Catingueira -; Vila dos Teimosos – bairro Bodocongó – ; Grotão do Catolé; Travessa Santa Luzia – bairro Estação Velha -; Canal das Piabas – Rosa Mística – ; comunidade São Januário; Invasão no Distrito dos Mecânicos; Invasão da ‘Dayse’ – bairro da Catingueira – e rua São Gonçalo nas margens do Canal do Pedregal.

 

Severino Lopes

PBAgora

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