Desde 2016, o número de estudantes que cursam a pós-graduação no Brasil tem aumentado, sendo maioria dos alunos, ou seja 88%, oriunda de faculdades particulares. O dado foi divulgado pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior (Instituto Semesp). Considerado inédito no cenário dos cursos de pós-graduação lato sensu nas instituições de ensino superior públicas e privadas, o levantamento traz, ainda, um perfil dos alunos matriculados nesses cursos.

Para a jornalista Antônia Borges Correia, 33, a pós-graduação foi necessária para ela se atualizar no mercado da comunicação. Com a especialização em Mídias Sociais, ela descobriu novas oportunidades no segmento. “Com a pós, me senti mais confiante e finalmente tive a coragem de mudar de emprego e encarar um novo desafio. Continuo fazendo o que gosto, comunicação, porém em um segmento que me identifico mais”, afirma.

A pesquisa do Instituto Semesp aponta ainda que, aproximadamente, a idade dos 45% dos alunos que frequentam um curso de especialização de nível superior varia entre 25 a 34 anos. Já na modalidade de ensino a distância (EAD), a média de idade dos alunos é de 36 anos.

Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Campelato, a crise econômica pode ser uma das razões para o crescimento da procura pelos cursos superiores. “O  desempregado faz a especialização para se recolocar no mercado de trabalho e também a pessoa pode estar ameaçada de ser demitida, então ela busca a especialização para ter mais chance de empregabilidade, além de se atualizar”, opina.

Perfil

A pesquisa foi realizada com base nos dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Dados) divulgados pelo IBGE, referentes ao segundo trimestre dos anos 2016 a 2019. Também foram consideradas informações contidas no site do e-MEC e no Guia do MBA 2019 do Estadão. O documento traça o perfil dos estudantes de pós-graduação no Brasil, sendo que:

– Maioria frequenta modalidade presencial (68%);

– O rendimento médio mensal é de 4,6 mil reais;

– Maioria declara ser responsável pelo domicílio em que reside;

– Quase dois terços são compostos por mulheres;

– Um quarto vive em São Paulo.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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