O Recicla Campina realizou nesta terça-feira, 28, oficinas e ações educativas no CEAI (Centro Educacional de Atividades Integradas) João Pereira de Assis, na rua Manoel Alves de Oliveira, no bairro do Catolé, onde o programa foi lançado há 15 dias pelo prefeito Romero Rodrigues. Na escola estão matriculados 464 estudantes. A iniciativa é desenvolvida pela equipe técnica do programa, integrada por representantes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) e da Secretaria Municipal de Educação.

Na manhã desta terça-feira, para a realização da oficina, a diretora do CEAI, Marinalva Venâncio de Jesus, e estudantes do educandário municipal receberam as mediadoras Rafaela Oliveira (engenheira e coordenadora geral do Recicla Campina), Robênia Cruz (coordenadora do projeto na Secretaria Municipal de Educação) e Elyzama Diniz (bióloga da Sesuma).

Segundo Rafaela Oliveira, este tipo de oficina ambiental possibilita a “formação de cidadãos conscientes e agentes multiplicadores, alcançando, sobretudo, crianças e adolescentes, que influenciarão positivamente pais, amigos e a comunidade em geral”.

O Programa Recicla Campina objetiva realizar uma grande mobilização na cidade na área de educação ambiental. Com isso, a partir do bairro do Catolé, o governo municipal promove a conscientização sobre a importância e a participação da comunidade quanto à reciclagem de resíduos sólidos e rejeitos. A coleta seletiva acontece às terças, quintas e sábados e proporciona benefícios à população, a exemplo de redução da poluição, melhoria da qualidade de vida, economia de energia, geração de empregos, limpeza urbana e redução da exploração de recursos naturais.

Esta ação contempla, inicialmente, além das oficinas e encontros educativos, o atendimento com a coleta seletiva de outras ruas do bairro do Catolé, entre elas Vigário Calixto, João Pequeno, Tomáz Soares de Souza, João Quirino, Travessa Vigário Calixto, Otacílio Nepomuceno, Elpídio de Almeida, Luiz Sodré Filho, Aprígio Ferreira Leite, Manoel Alves de Oliveira e Pedro Aragão. Podem ser reciclados materiais como metal, papel, vidro e plástico. Também acontece a inclusão social dos catadores de produtos recicláveis.

De acordo com o secretário da Sesuma, Geraldo Nobre, o programa, nestes quinze dias, já tem uma avaliação positiva, pois começou dentro das escolas municipais, com a intensa participação de estudantes e de educadores. “De fato, o local correto para se começar este tipo de programa é a escola, pois assim preparamos os estudantes para lidar com responsabilidade a questão dos resíduos, diminuindo impactos ambientais e consolidando uma cultura de sustentabilidade ao projeto. O programa deverá se consagrar como referência no Brasil, pois são poucas as cidades que já iniciaram a coleta seletiva”, afirmou.

O bairro do Catolé, que conta com unidades da rede municipal –  escolas e  creches – é o ponto de partida do Programa Recicla Campina, mas o cronograma prevê, nos próximos meses, contemplar as demais regiões de Campina Grande, inclusive com oficinas e visitas às escolas particulares. A ideia do programa é o envolvimento paulatino dos 32 mil estudantes da rede municipal de ensino, matriculados nas escolas e creches. Estão previstas oficinas envolvendo os estudantes e a instalação de pontos de entrega voluntária de resíduos.

A participação e interação com o programa, contudo, não se limita apenas aos estudantes, mas prevê ainda o chamamento para os outros integrantes da rede escolar – professores, funcionários e pais – como também da comunidade próxima às unidades. Por isso, também já existem parcerias firmadas com entes públicos, entre eles condomínios e colégios de Campina Grande.

PB Agora

 


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