Depois de muito tempo ausente das ruas, para protestar sobre qualquer coisa, finalmente a juventude brasileira saiu das mídias sociais e invadiu as avenidas das principais cidades brasileiras e inúmeras outras do interior dos estados.

A manifestação se deu em protesto contra a decisão inexplicável do Governo Jair Bolsonaro de reduzir em 30% os recursos destinados à Educação, sobretudo, às Universidades Federais e Institutos Federais de Educação.

Na Paraíba não foi diferente, sobretudo em Campina Grande e João Pessoa, estudantes, professores e operadores da Educação lotaram as principais avenidas com a mesma intenção. Em várias outras cidades de pequeno porte, multidões consideráveis de professores e estudantes, especialmente, percorreram às principais ruas em protesto.

O simples fato de a juventude de repente trocar o conforto das mídias sociais pelo esforço de sair às ruas com bandeiras, cartazes e a gritar palavras de ordem chega a ser animador no sentido de que as pessoas podem estar despertando para a cruel realidade brasileira da era Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o Governo precisa tomar cuidado com a presença das massas na rua. Afinal, governo só teme uma coisa: povo na rua.

A volta das manifestações também deixa muito claro que o governo está mexendo num vespeiro. Afinal de contas, a Educação abrange todos os segmentos da sociedade, além de ser prioridade no investimento em qualquer país do mundo. Nas ruas hoje vimos até arrependidos bolsonaristas que apostavam no projeto do “mito” e, ao que parece, acordaram com a nova consciência de terem cometido um grande equívoco.

Ao mexer com a Educação, em especial com o Ensino Superior e Técnico, o Governo Bolsonaro atingiu todo o povo brasileiro. Em especial, ameaçou diversos projetos científicos de pesquisadores que têm buscado solução para diversos problemas, a exemplo do meio ambiente, estudos relacionados a medicamentos, à saúde, ao próprio ensino, tecnologia de ponta que tem projetado o Brasil no mundo.

Mestrandos e doutorandos não são simplesmente estudantes, mas pesquisadores que têm, em sua maioria, que ter dedicação exclusiva.

 

Wellington Farias

PB Agora

 


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