Por pbagora.com.br

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta quinta-feira (23), em Washington (EUA), que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) projetada para o Brasil "não é tão grande" considerado o tamanho da crise global.

 

"Acredito que a situação na América Latina como um todo, e na América do Sul em particular, não é a pior do planeta. A projeção que temos para o Brasil é -1,3%; claro que é (um número negativo), pois esta é uma contração global, mas não é tão grande", afirmou Strauss-Kahn, comparando a situação brasileira com a de outras economias do mundo.

 

Em entrevista coletiva à imprensa na sede do Fundo em Washington, antes da reunião semestral do FMI e do Banco Mundial, que ocorrerá no próximo final de semana, o executivo disse que a "recuperação pode ocorrer rapidamente na América Latina tão logo a recuperação ocorra nas economias avançadas".

 

Recuperação virá dos EUA

De acordo com Strauss-Kahn, o início da recuperação terá de vir dos Estados Unidos. "E virá dos EUA", reforçou. A partir daí, acrescentou, a retomada deverá vir "muito rapidamente" para países da região latino-americana.

 

Strauss-Khan advertiu que a retração econômica mundial levará um longo período para chegar ao fim, apesar de alguns sinais recentes de melhora. "Nossa crença é de que a crise está longe de terminar", afirmou.

 

"Ainda teremos longos meses de estresse econômico à frente", disse Strauss-Khan, embora tenha reiterado que a economia deve começar a se recuperar no primeiro semestre de 2010 se as políticas certas forem perseguidas. Com informações são da Dow Jones.
 

G1

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