Por pbagora.com.br

 O Procon Municipal de Campina Grande, disponibilizou duas equipes do órgão para percorrer as agências bancárias a fim de averiguar se há um funcionamento mínimo dos serviços exigidos por Lei. As equipes estão observando se os caixas eletrônicos estão funcionando, para que não ocorra o desabastecimento, como registrado em outros anos.

Segundo o coordenador do órgão, Floriano Brito Júnior, as equipes do Procon também querem saber se as agencias bancárias estão mantendo segurança nas salas dos caixas eletrônicos, para que dessa forma, os clientes, sejam resguardados. “Caso esses serviços não sejam garantidos, elas podem ser multadas com valores que variam de R$ 400 a R$ 6 milhões, conforme a gravidade do dano”, explicou.
No primeiro dia de greve os bancários de Campina Grande, os líderes do movimento permaneceram nas portas das agências, conversando com os clientes explicando os motivos da paralisação dos serviços, deflagrado por tempo indeterminado.Durante todo o dia, os bancários estamparam nas portas dos estabelecimentos os tradicionais adesivos do “Estamos em Greve”.

Os funcionários destacaram que nos próximos dias também distribuíram com a população um material mostrando as reivindicações da categoria. “Queremos contar com o apoio da sociedade e vamos mostrar que a greve é justa. Nesse momento não há nenhum canal de negociação e a última reunião com os banqueiros ocorreu no último dia 5 de setembro”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Bancários, Esdras Luciano Cabral.

Os bancários entraram em greve para pressionar os bancos a conceder um aumento salarial de 11,93%, mas o que foi oferecido foi reajuste de 6,1%. O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques,disse que as principais reivindicações estão relacionadas às condições de trabalho, desde assédio moral à segurança.

“Os bancários estão adoecendo devido aos excessos de trabalho por cobranças abusivas. Um a cada quatro bancários toma remédios controlados por casa da pressão no trabalho. Queremos melhoria na segurança dos bancos, cujo índice de assaltos é alarmante na categoria bancária, chegando a 205% maior do que o mesmo período do ano passado. Queremos mais ações preventivas de segurança, divisão melhor da participação dos lucros e resultados, contratação de mais trabalhadores para atender a demanda”, relatou.

Por conta da greve, os consumidores deverão ter acesso apenas aos caixas de autoatendimento nas agências bancárias a partir desta quinta-feira (19). O sindicato que representa a categoria informou que não há interesse em dificultar os saques, mas avisou que os depósitos não serão realizados, pois não haverá funcionário para receber os envelopes deixados nos caixas eletrônicos.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, informou que as agências estarão fechadas por tempo indeterminado até que haja acordo com os bancos. Ele disse que, mesmo com a maioria dos serviços estando disponíveis nos meios eletrônicos e pela internet, os bancos estarão impedidos de realizar novos negócios que precisam de atendimento personalizado.
“Depósito não tem como a gente controlar porque essa operação é controlada por caixas e, como estarão em greve, aí não tem como fazer”, afirmou.

No primeiro dia da greve dos bancários, 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados ficaram fechados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Os trabalhadores paralisaram as atividades hoje (19) por tempo indeterminado.

De acordo com a Contraf, são 1.013 unidades a mais que no primeiro dia da greve no ano passado (5.132), um crescimento de 19,73%.

Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste, equivalente à inflação dos últimos 12 meses mais 5% de ganho real, além de valorização do piso salarial, maior participação no lucro dos bancos e mais empregos.
Querem também o fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Os bancos ofereceram reajuste de 6,1%.

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) lamentou, por meio de nota, a posição dos sindicatos em paralisar o serviço. “A Fenaban lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população, e reitera que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos [autoatendimento, correspondentes] e eletrônicos, vão continuar funcionando normalmente.
Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários.”

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), algumas operações bancárias, como o pagamento de contas, poderão ser feitas pelos clientes por meio de opções como os caixas eletrônicos, a internet banking, o aplicativo do banco no celular, as operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes bancários, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

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