A taxa de desemprego subiu de 12,7% em dezembro para 13,1% em janeiro, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos).

 

Foi o maior aumento já registrado para esse período (de dezembro para janeiro) desde 1998, ano em que se iniciou a série de pesquisas. Mesmo com essa alta, o desemprego ainda é o menor já registrado em meses de janeiro, uma vez que vem de um patamar muito baixo nos últimos meses. Em dezembro, a taxa foi a menor da série.
 

 

 

Os dados se referem ao conjunto de seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal).

 

O aumento do desemprego foi mais intenso nas regiões de São Paulo (de 11,8% para 12,5%) e Belo Horizonte (de 8,4% para 8,8%). Quase todas as regiões estudadas tiveram aumento da taxa, com exceção de Salvador, onde foi registrada pequena redução (de 19,8% para 19,4%).
 

 

No dia 20 de fevereiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou pesquisa apontando que o desemprego foi de 8,2% em janeiro. A diferença entre essa taxa e a do Dieese e da Seade é explicada por uma diferença de método.

 

A pesquisa divulgada hoje considera desempregadas não apenas as pessoas que não têm uma ocupação, mas inclusive aquelas que exercem um trabalho precário (popularmente conhecido como "bico") enquanto procuram emprego relacionado à sua profissão.

 

Também aqueles que desistiram de procurar emprego nos últimos 30 dias por pessimismo são considerados desempregados na pesquisa Dieese Seade, mas inativos na pesquisa do IBGE.

 

Excluindo os empregados precários e os que não procuram trabalho por desalento, a taxa de desemprego ficou para 9,1% em dezembro na pesquisa Dieese/Seade.

 

uol

 

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