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Educação financeira para os jovens formam adultos mais críticos, avaliam profissionais da área

Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) intitulado por Financial Education in Schools mostra que o conhecimento de educação financeira na infância ajuda a formar adultos com noção de gerenciamento de riscos. Eles evitam assumir dívidas incontroláveis, promovem cuidados com a velhice e com a saúde. Além disso, a análise indica que o não controle saudável das finanças pode gerar um impacto duradouro na vida dos indivíduos, nas relações familiares e até mesmo na sociedade é o que avaliam os especialistas na área José Alexandre Vasco e Evandro Souza.

Exemplo disso foi a crise global de 2008. No relatório, a OCDE afirma que, embora a base de toda a crise tenha sido provocada pelos financiamentos concedidos para a compra de imóveis nos Estados Unidos, a falta de alfabetização financeira foi um dos agravantes: levaram os mal-informados sobre hipoteca a se endividarem da maneira errada.

“Iniciativas que contribuam para que os cidadãos consumam, poupem e invistam de forma consciente e responsável propiciam melhores condições para o desenvolvimento”, diz José Alexandre Vasco. “O impacto agregado de milhões de decisões individuais é evidente”, afirma.

Educação financeira na infância: faz a diferença- Segundo José, alguns países que já adotaram a prática, como os Estados Unidos e o Canadá, por exemplo, notam a diferença. Nos EUA, 27% dos jovens adultos sabem identificar a diversificação de risco com apenas uma simples conta. Enquanto isso, no Canadá, 63% dos jovens adultos ressaltam a importância de se da alfabetização financeira ainda na infância.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o conteúdo mínimo que os estudantes do ensino médio deverão aprender no país, passará a adotar a temática financeira. Aprovada no dia 04 de dezembro deste ano, a base integrará a educação financeira de uma maneira transversal – em outras disciplinas, como matemática, por exemplo – a fim de fortalecer o ensino.

Para o professor Evandro Souza, quando promovia aulas sobre educação financeira, antes mesmo da pandemia e da crise econômica, aplicava um questionário com os alunos para aferir como eram gastos os recursos das mesadas e a constatação foi alarmante. “A gente fez um pequeno questionário e todos os alunos demonstraram ter esse problema em gerir as suas finanças, a mesada, por menor que fosse. Em torno de 90% gastavam mais do que ganhavam. Se a mesada era para passar cinco dias, eles gastavam tudo em dois, três dias. Influenciados pelo consumismo, muitas vezes as compras sem necessidade. A partir desse trabalho, passamos dicas sobre gestão das finanças e controle do dinheiro que entra e do que sai. Primeiro de tudo, ensinar o hábito de anotar tudo, depois ver se era realmente essencial ter aquilo”, comentou.

Da Redação

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