Por pbagora.com.br

O dólar comercial fechou valorizado frente ao real nesta quinta-feira (1º), sob o peso do mau humor nas principais bolsas de valores e copiando o avanço da moeda norte-americana ante outras moedas no exterior.

A divisa ganhou 0,79%, a R$ 1,786 para a venda. "O dólar abriu estável e operou durante algum tempo em queda, mas a piora no mercado acionário lá fora fez as cotações subirem", afirmou Carlos Alberto Postigo, gerente de negócios da Casa Paulista Assessoria Bancária.

A divulgação de números contraditórios sobre a economia dos Estados Unidos imprimia um tom negativo nos mercados e levantava dúvidas a respeito da solidez da retomada. Esses dados fizeram com que as bolsas da Europa, dos EUA e do Brasil fechassem o pregão em baixa.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que a atividade manufatureira dos EUA recuou em setembro mais que o estimado. Adicionando pressão, um relatório do Departamento de Trabalho mostrou um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

 

O quadro negativo corroía o apetite por risco, motivando a compra de dólares por parte de investidores em busca de segurança em suas aplicações. Diante disso, a divisa dos EUA subia 0,7% ante uma cesta com as seis principais moedas globais no fim do pregão.

 

Leilão do BC

Dada a reduzida liquidez nos negócios, o leilão diário de compra de dólares no mercado à vista feito pelo Banco Central estimulou um avanço mais forte da moeda dos EUA logo após a operação, que teve como taxa de corte o valor de R$ 1,7792.

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro interbancário somava 1,1 bilhão de dólares às 16h19, em operações com liquidação em dois dias (D+2). Em setembro, a média diária foi de R$ 2,1 bilhões.

G1