Por pbagora.com.br

O dólar comercial fechou em baixa nesta segunda-feira (5) e renovou o patamar mínimo em 13 meses ao fechar em queda de 0,95%, valendo R$ 1,761 para a venda, menor valor desde o início de setembro do ano passado.

 

"Hoje todos os fatores colaboraram: bolsas em alta, dólar (lá fora) em queda, commodities avançando. O dólar (aqui) apenas refletiu o bom humor nos mercados", disse Rodrigo Nassar, gerente de mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora.

 

O mote para o otimismo era a esperança de uma boa temporada de balanços corporativos, além de números mostrando que o setor de serviços dos EUA expandiu-se pela primeira vez desde agosto de 2008, diminuindo o mau humor do mercado após os dados ruins do relatório de emprego na sexta-feira.

Os investidores aproveitavam o ambiente mais calmo para aplicar em ativos considerados de maior risco, como moedas de países emergentes e commodities. Como resultado, o dólar cedia ante moedas como o rublo russo, a rúpia indiana e o rand sul-africano, bem como frente a uma cesta com as principais divisas mundiais.

 

Ofertas de ações

Outro motivo para a nova desvalorização da moeda norte-americana, que agora acumula queda de 24,51% desde o início do ano (a cotação de fechamento de 2008 foi de R$ 2,333 para a venda), está a expectativa de entrada de mais dólares na economia brasileira.

 

O mercado brasileiro se prepara para um grande número de lançamentos e ofertas de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Somente o Banco Santander pretende levantar R$ 15,6 bilhões com a oferta de ações cujo período de reserva de papéis terminou hoje.

 

Além do braço brasileiro do Santander, outras empresas de grande porte, como a companhia aérea Gol, a empresa de alimentos JBS e a construtora Cyrela vão usar ofertas de ações como forma de reforçar seu caixa e seus investimentos até o fim deste ano. A expectativa é que os estrangeiros participem, colocando mais dólares no mercado brasileiro.

 

Analistas da Corretora Santander ratificam a aposta na valorização de ativos brasileiros, entre eles a moeda nacional, citando como componente favorável para tal os bons fundamentos da economia brasileira. "Neste cenário, não faz sentido apostar contra a valorização dos preços destes ativos, como ações e a própria moeda do país", avaliaram em relatório.

 

 

 

G1