Por pbagora.com.br

 Os Correios estão adotando uma série de ações preventivas para garantir a prestação de serviços à população em caso de paralisação parcial dos trabalhadores. Na noite desta quarta-feira, oito dos 35 sindicatos do Brasil realizam assembleias.

Se parte dos trabalhadores aderir à paralisação, a ECT colocará em prática medidas do seu Plano de Continuidade de Negócios para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências. Entre as ações estão a realização de horas extras, mutirões para entrega nos fins de semana, deslocamento de empregados entre as unidades e contratações temporárias.

Negociação – Os Correios ressaltam que estão em processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014 com as entidades sindicais e continuam abertos ao diálogo, não havendo, portanto, justificativa para paralisação. A empresa ofereceu reajuste de 5,27% sobre os salários e benefícios. Este índice, somado à progressão anual concedida no ano passado, equivale ou ultrapassa os índices inflacionários do período, impedindo perdas aos trabalhadores.

A proposta ainda contempla: manutenção de todos os benefícios constantes do acórdão vigente e da assistência médico/hospitalar/odontológica nos termos da cláusula 11, constante do acórdão vigente; vale refeição/alimentação extra a ser concedido em dezembro/2013 para os empregados admitidos até 31/7/2013.

Já o impacto dos itens econômicos das entidades sindicais são impraticáveis. A pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) tem custo anual de R$ 31,4 bilhões – quase o dobro da previsão de receita dos Correios para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento da ECT. No caso dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte, Bauru e Rondônia (desfiliados da Fentect), o custo é de R$ 4,6 bilhões por ano – mais do que o custo de manutenção da rede de agências de todo Brasil em 2012.

Entre 2003 e 2012, o ganho real dos trabalhadores dos Correios foi de 36,91%, acima da inflação do período. Hoje, a empresa paga em média uma remuneração de R$ 2.149,72 aos carteiros, considerando o salário e os adicionais como anuênio, quinquênio e adicional de distribuição e coleta, entre outros. Todos os trabalhadores dos Correios também têm benefícios como assistência médica, hospitalar e odontológica, inclusive para dependentes.

A ECT destina atualmente 65% de sua receita de vendas ao pagamento dos salários, benefícios e encargos.

Assessoria