Efeitos da pandemia na economia paraibana. Muitos paraibanos de diversos setores que movimentam a economia, iniciaram o ano de 2020 empregos, mas após a pandemia do novo coronavírus, tiveram redução de salários ou foram demitidos devido a crise causada pelo Covid. A taxa de desemprego na Paraíba foi elevada no primeiro trimestre e continua aumentando com o avanço da pandemia.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa para os meses de janeiro, fevereiro e março ficou em 13,8%, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2019.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) revelaram números preocupantes quanto às demissões que vêm ocorrendo no estado da Paraíba, após a crise iniciada com a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o CAGED, somente no último mês de abril foram extintos 8.299 postos de trabalho em todos os setores da economia paraibana. O setor do comércio varejista foi o que mais fechou vagas de emprego em todo o estado, com 2.303 postos extintos, seguido pelo setor da indústria da transformação que eliminou 1.716 mil empregos com carteira assinada.

Os números desfavoráveis continuaram avançando em maio. Nesse mês mais de 3.405 trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego, conforme aponta, dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Governo Federal. De acordo com o levantamento, foram 7.902 demissões no período, contra 4.497 admissões.
Dos nove estados do Nordeste, a Paraíba é o sexto com o maior número de demissões, ficando atrás da Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Em toda a região, 136.125 postos de trabalho foram fechados.
Dados recentes apresentados pelo Ministério da Economia revelam um cenário no qual cerca de 5 milhões de trabalhadores formais do Brasil tiveram seu emprego afetado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Isso representa cerca de 15% do total de trabalhadores com carteira assinada no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 33,6 milhões de empregados no regime da CLT em fevereiro deste ano.

Mesmo com o saldo negativo, houve uma redução de aproximadamente 5% na quantidade de demissões em comparação ao mês de abril, quando o estado teve 8.299 postos de trabalho desligados.

O setor mais afetado foi o de serviços que demitiu 1.404 trabalhadores, seguido pelo comércio que registrou 871 desligamentos.

O terceiro colocado em número de demissões foi o setor da indústria, responsável por 791 demissões. Já o setor da construção notificou 621 postos de trabalho a menos.

Em compensação, os segmentos de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registraram um saldo positivo de 282 vagas de emprego.
O aumento do desemprego se reflete na procura pelos pedidos do benefício de seguro-desemprego, registrado pelo Sistema Nacional de Emprego de João Pessoa (Sine-JP). O aumento na procura ultrapassou os mais de 300% no mês de abril.

Severino Lopes
PB Agora

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