Por pbagora.com.br

O Banco Central previu, por meio do relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano, divulgado nesta sexta-feira (25), que os preços terão aceleração.

A autoridade monetária utiliza dois cenários para projetar a inflação: o de referência (no qual a taxa de juros é mantida estável em 8,75% ao ano no horizonte de projeção e o câmbio permanece em R$ 1,85 por dólar) e o de mercado – que considera as estimativas dos economistas do mercado para a trajetória de juros e câmbio nos próximos meses.

No chamado "cenário de mercado", que utiliza as projeções dos economistas das instituições financeiras e que, portanto, é considerado mais factível, a projeção do BC para o IPCA deste ano foi mantida estável em 4,2%. Para 2010, porém, a expectativa da instituição, ainda com base no cenário de mercado, subiu de 4,2% para 4,4%.

No chamado "cenário de referência", a projeção do Banco Central para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,1% para 4,2% em 2009, e avançou de 3,9% para 4,4% em 2010.

Cenário para 2011

O BC também traz no relatório de inflação divulgado nesta sexta-feira, projeções para o comportamento dos preços em 2011.

 

No cenário de mercado, a projeção do BC é que o IPCA suba para 4,7% no final do primeiro e segundo trimestres, recuando um pouco, para 4,6%, no fim do terceiro trimestre.

 

No cenário de referência, que pressupõe juros e câmbio estáveis, o IPCA avançaria para 4,6% no primeiro e segundo trimestres de 2011, recuando para 4,5% no terceiro trimestre daquele ano.

Metas de inflação

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem de calibrar a taxa de juros para atingir uma meta pré-determinada com base no IPCA.

 

Na última reunião do Copom, o ciclo de queda dos juros foi interrompido, com a manutenção da taxa Selic em 8,75% ao ano.

Para este ano, 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,50%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com isso, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Deste modo, a previsão do BC, para 2009 e 2010, está um pouco abaixo da meta central tanto no cenário de referência, quanto no cenário de mercado. Entretanto, para 2011, a estimativa da autoridade monetária se encontra um pouco acima da meta central de 4,5%.

 

G1

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