Por pbagora.com.br

Roberto está mudado. Cortou o cabelo, tirou os ternos de ombreiras, escolheu uma cor cinza sóbria para o paletó, está sorrindo mais. Até se lambuzou com o bolo de aniversário que lhe ofereceram em Cachoeiro do Itapemirim. “Eu queria que sempre tivesse bolo”, disse. Pela primeira vez também não ofereceu o show à mulher morta, Maria Rita. “Esse show eu ofereço a cada habitante dessa cidade”, disse. Foi a primeira demonstração pública de que superou o trauma da perda da esposa.

Foi o show mais surpreendente do Rei em décadas. Ele cantou canções esquecidas de seu repertório, como Alô (dele e de Erasmo), Quando (dele) e Do Fundo do Coração.

 

Tudo mudou. Pela primeira vez em décadas, Roberto disse a palavra “mal” nos versos de É Preciso Saber Viver. Ele tinha banido, por superstição, o vocábulo de seu dicionário musical. Fez um show alto astral.

 

“Essas três crianças que subiram aqui são meus filhos. Ana Paula, Luciana e Dudu”, disse Roberto, antes de cantar Jesus Cristo. Foram os filhos que subiram ao palco com o bolo com o qual comemorou 50 anos de carreira e 68 de idade.

estadao.com.br

 

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