Por pbagora.com.br

 Guitarras extremas e temperaturas idem marcaram esta quinta-feira (24), quarto dia de Rock in Rio 2015. O festival retornou movimentado por bandas de metal alternativo após intervalo de três dias. O clichê do “mar de camisas pretas” esbarrou na falta de camisa sob sol inclemente – com biquini ou sem, no caso das fãs do Queens of the Stone Age. A banda fez o penúltimo show, antes de encerramento caótico (no bom sentido) do System of a Down.

Quem não suou o suficiente com o sol do dia saiu molhado com a ginástica do System of a Down à noite. A banda encerrou a noite e fez gente pular “por osmose”, carregada pelos fãs ao lado. Chino Moreno, que fez com o Deftones um dos bons shows do Palco Sunset, subiu ao lado dos amigos para cantar “Toxicity”, a penúltima do set.

Dois fortes candidatos a galã e musa no palco do festival tocaram nesta sexta. Johnny Depp fumou, fez pose, causou comoção e até tocou um pouco de guitarra no show dos Hollywood Vampires. Uma das participações especiais no show deles foi de Lzzy Hale, a talentosa vocalista do Halestorm. Mais cedo, ela tinha soltado a voz rasgada no show de sua banda no Palco Sunset.

Duas “voltas por cima” rolaram no Palco Mundo. O Queens of the Stone Age, que foi tratado com pouco caso por metaleiros em 2001, e fez um show pela metade, voltou inteirão e bem mais respeitado no mesmo palco. O CPM 22 estreou no Rock in Rio, mas já com história a contar sobre o festival. Eles ficaram com medo de tocar em 2011, na noite de Metallica, e recusaram. Desta vez arriscaram e ganharam bonito. O coro de “Um minuto para o fim do mundo” foi quase uma “Love of my life” tupiniquim.

O System of a Down fez um show intenso e caótico (no bom sentido) nesta quinta-feira (24) no Rock in Rio. Na plateia, muita gente foi obrigada a pular “por osmose”, já que estava rodeada por pessoas saltando sem parar. Teve desmaios de sobra e sinalizadores no meio do povo. E, claro, palmas fora de ritmo ao som de metal circense. Em dado momento, a onda dos fãs foi tentar agarrar a grua que sustentava a câmera de filmagem do show. No set, hits como “Chop suey”, “Lonely day”,”Toxicity” e “BYOB”

Quatrorze anos após um show desastroso na abertura do Iron Maiden, com um baixista pelado e metaleiros hostis, o Queens of the Stone Age voltou com mais roupa e muito mais moral. Mesmo com setlist bem atualizado, “Regular John”, que rolou em 2001, voltou a aparecer em 2015. O público não deixa de vibrar e reverenciar o Queens – impressionante o quanto a banda subiu de patamar entre o primeiro e este show no festival.

Na estreia no festival, o CPM 22 emendou quase todos seus hits nos primeiros 15 minutos de show. “Regina Let s Go”, “O mundo dá voltas”, “Tarde de Outubro”, “Dias atrás” e “Não sei viver sem ter você” vieram emendadas no começo. Além da sequência matadora, o coro veio com força em “Um minuto para o fim do mundo”. Badauí parou de cantar e a Cidade do Rock fez as vezes de vocalista. Gostando ou não deles, foi de arrepiar.

O Lamb of God deu ao público o que ele queria e só tocou duas músicas do novo disco, “512” e “Still echoes”. De resto, a banda surgida nos anos 90, apostou em porradas para abrir (“Walk with me in hell” e “Something to die for”) e fechar (“Vigil”, “Laid to rest”, “Redneck” e “Black label”).

G1