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Quadros de Picasso e Matisse são roubados de museu em Paris

Cinco quadros avaliados no total de 100 milhões de euros, entre eles uma obra de Pablo Picasso e outra de Henri Matisse, foram roubados durante a madrugada desta quinta-feira (20) do Museu de Arte Moderna de Paris, informaram fontes ligadas às investigações a agências internacionais de notícias.

Inicialmente, a polícia havia avaliado as obras em 500 milhões de euros (US$ 618 milhões) – no entanto, horas depois a Prefeitura de Paris corrigiu o valor total das obras furtadas para 100 milhões de euros (US$ 123 milhões).

Os outros quadros roubados são obras de Amadeo Modigliani, George Braque e Fernand Léger, de acordo com as mesmas fontes.

O crime foi descoberto às 7h desta quinta-feira (2h no horário de Brasília), antes da abertura do museu, quando seguranças encontraram uma janela quebrada e a fechadura de uma porta violada. Câmeras de vídeo do local filmaram uma pessoa com o rosto coberto realizando o roubo. Os quadros teriam sido cuidadosamente removidos de suas molduras, e não cortados.

O museu foi interditado pelos investigadores e há um aviso na porta do local informando visitantes de seu fechamento por “razões técnicas”. A equipe de segurança do museu e a polícia francesa não precisaram se o alarme da insituição falhou ou se foi desligado antes do crime.

Fonte ouvida pelo jornal francês “Le Parisien” afirma que os guardas não foram alertados pelo alarme porque o sistema de segurança do museu está fora de funcionamento há dois meses. Segundo a fonte, “o problema já havia sido reportado à direção do museu e à Prefeitura de Paris”, mas nada teria sido feito.

 

O prefeito de Paris Bertrand Delanoe afirmou em comunicado divulgado à imprensa que está chocado com o roubo, que classifica de “um ataque inadmissível ao legado cultural parisiense”.

As obras roubadas

As obras levadas do local são “Le pigeon aux petits pois” (em tradução livre, “O pombo e as ervilhas”), de Picasso; “La pastorale” (“A pastoral”), de Matisse; “L’olivier près de l’estaque” (“A oliveira próxima ao estaque”), de Braque; “La femme à l’éventail” (“A mulher com leque”) de Modigliani; e “Nature morte aux chandeliers” (“Natureza morta com candelabros”), de Léger.

De acordo com especialistas no mercado de arte, dificilmente as obras poderiam ser vendidas, já que são muito conhecidas. Com isso, o crime pode ter ligação com encomenda feita por algum colecionador.

Pintado em 1912, “Le pigeon aux petits pois” é um óleo sobre tela de natureza morta do pintor espanhol. Recentemente, uma obra de Picasso arrematada em um leilão o elevou ao posto de artistas mais caro do mundo.

O Museu de Arte Moderna de Paris, inaugurado no início da década de 60, fica em uma área residencial de Paris, junto ao teatro de Chaillot e perto da Torre Eiffel. A coleção permanente da instituição, que tem 8.000 obras, possui entre outros, quadros de Delaunay, Derain e Bonnard, foi formada graças à contribuição de colecionadores privados.

Picasso: favorito de ladrões

O roubo de quadros de artistas consagrados é um crime que proporciona alta lucratividade, segundo a Interpol. Dentre os pintores mais visados, Pablo Picasso ocupa lugar especial: no conjunto de obras desaparecidas no mundo, aproximadamente mil são do espanhol, outras 300 são de Marc Chagall e 220 do mestre holandês Rembrandt.

No Brasil, quadros do artista espanhol já foram levados da Estação Pinacoteca, uma extensão da Pinacoteca de São Paulo, em 2008, e do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 2007. As obras eram “O pintor e seu modelo”, “Minotauro, bebedor e mulheres” e “O retrato de Suzanne Bloch”.

 

G1

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