Por pbagora.com.br

Moradores de grandes cidades estão acostumados com pedintes circulando pelos transportes coletivos, mas artistas são raros. Os repórteres Bruno Fontes e Robson Batista encontraram um deles no Recife.

 

 

“Quando eu toco, eu também sou tocado. As ondas sonoras são vibrações e quando entram em nosso ouvido o fazem vibrar e somos tocados pela música e pelo nosso som. Eu consegui a sobrevivência com o violino. Agradeço ao instrumento e a Deus, que meu deu o dom e a coragem para ir batalhar”, diz o violinista Jessé de Paula.

O talento para a música ele descobriu na adolescência. “Aos nove anos, eu tive o primeiro contato com o violino”, conta Jessé.

O instrumento é companheiro inseparável. As notas musicais que tira do violino garantem o sustento de Jessé e ajudam no tratamento da mãe que tem problemas mentais.

 

Passageiro e violinista

O sonho dele era tocar numa orquestra, como não conseguiu embarcou em outro palco. No ônibus, ele é passageiro e violinista. Músico com liberdade para ser reconhecido.

“Esse trabalho que eu estou fazendo nos ônibus é música. Entro e pago minha passagem como cidadão comum. Começo a tocar e saem mais músicas populares. O mais complicado é se equilibrar. É um surfe musical. Teve uma ocasião que o motorista parou e queria que eu descesse alegando que eu estava atrapalhando a concentração”, relata o músico.

Dificuldades ele aprendeu a tirar de letra. Até porque em qualquer lugar sempre há alguém que gosta de música. “Deveria ser mais prestigiado pelo povo porque é um artista sem nome”, diz um motorista de ônibus.

Jessé consegue entre R$ 20 e R$ 30 por dia tocando nos ônibus e não desistiu de tocar em uma sinfônica.

G1

 

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