Por pbagora.com.br

As apresentações do espetáculo ‘Paixão do Menino Deus’ continuam nesta sexta (10), sábado (11) e domingo (12), na praça Dom Adalto, no Centro da Capital. Nestes dias, acontecerão duas sessões, sendo uma às 19h e a outra às 21h.

O evento, organizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), conta com 60 atores e atrizes em cena, envolvendo diretamente outros 150 profissionais. A expectativa do órgão é que cada apresentação seja vista por cerca de 2,5 mil pessoas.

A peça traz a assinatura de Tarcísio Pereira, que também atua como diretor do espetáculo. A montagem conta uma nova versão da tradicional Paixão de Cristo, que mistura o contemporâneo e o sacro.

“Além de refletir sobre um tema contemporâneo, o espetáculo se propõe a ser um projeto de conscientização social, a partir da mensagem cristã”, comenta o diretor.

Sinopse – O menino Deus de Tarcísio Pereira é determinado e abraça uma causa social difícil, mesmo sabendo que poderá pagar um alto preço por isso. A partir da história vivida pelo garoto Emanuel, o público terá a oportunidade de fazer uma reflexão sobre os pilares da violência urbana, mostrando que o caminho da paz passa antes de tudo pela justiça social.

No espetáculo, que estreou na quarta-feira (8), elementos simbólicos inseridos na encenação contemporânea pontuam as referências do presente com o passado, ocorrido há mais de 2 mil anos. É desta forma que o enredo sacro é costurado ao universo dos jovens moradores de rua. Enquanto isso, o Cristo verdadeiro acompanha tudo, lembrando dos seus passos pela Terra.

É nesse tom contemporâneo, sem perder de vista a nuance sacra, que o espetáculo ‘Paixão do Menino Deus’, de Tarcísio Pereira, vai revelar a mensagem atemporal de Jesus Cristo.

Trilha Sonora – O processo de criação da trilha sonora original aconteceu paralelamente à marcação de cada cena do espetáculo. Toda essa parte foi composta pelo maestro Eli-Eri e tem um papel fundamental como elemento da dramaturgia. A música da ‘Paixão do Menino Deus’ ambienta a cena, pontua os dois universos e ainda ajuda a narração.

Durante o espetáculo, não apenas os 12 integrantes do madrigal cantam. Em alguns momentos, até os atores soltam a voz. Há ainda uma orquestra de câmara, formada por 13 músicos convidados, que pontuará cada cena.

Na trilha são utilizadas duas linguagens. Uma delas está relacionada aos sons e ritmos do pop urbano contemporâneo. Isso inclui rock, rap, funk, raggae, hip-hop, além de música afro-brasileira e nordestina.

A segunda “roupagem” musical diz respeito ao canto sacro, porém em uma contextualização moderna, desde o litúrgico até o gospel.

O tratamento foi feito com estilizações, orquestrações e arranjos específicos. A função é conceder unidade e coerência ao conjunto da obra, preparando a alma do espectador.

Versões anteriores – Historicamente falando, especialmente no Nordeste, há uma relação íntima e profunda entre cultura popular, arte e religião. Juntas e integradas, elas representam a expressão de um povo.

A partir desse princípio, a Funjope propôs unir ainda mais os três aspectos, que ajudam a formar a identidade local. A escolha recaiu sobre a encenação da Paixão de Cristo, realizada anualmente durante a Semana Santa.

O novo formato foi implantado em 2005. A partir daí, a cada ano, haveria sempre enredos diferentes. Com a inovação, foi oferecido o terreno propício para um espetáculo rico em personagens, expressões e linguagens.

A implementação terminou por valorizar os artistas da cidade, desde atores, músicos, encenadores, bailarinos, figurinistas e demais especialistas que são referência nacional e até internacional.

Isso sem falar no aproveitamento da mão-de-obra local, a exemplo de costureiras, iluminadores e demais profissionais envolvidos com a infra-estrutura do espetáculo.

Da Secom da PMJP

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