A Secretaria de Saúde de Campina Grande promoverá às 15h desta terça-feira, 30, no Teatro Municipal Severino Cabral, a apresentação do espetáculo da Paixão de Cristo. Os atores da peça teatral são pacientes da rede de saúde mental, usuários do Centro de Atenção Psicossocial III Reviver.

O objetivo da ação é promover a interação social e favorecer a desenvoltura dos pacientes. O Caps III Reviver atende usuários com transtornos mentais mais severos. O projeto faz parte de uma oficina terapêutica, realizada como forma de tratamento desses pacientes no Centro.

“Essa oficina surgiu do desejo de proporcionar um momento marcante na vida dos usuários, com a finalidade de mostrar, para a sociedade, que eles têm muitas potencialidades e merecem o respeito de todos”, explicou a enfermeira Sílvia Raquel.

Os atores estão ensaiando desde o mês de fevereiro. Os familiares e usuários de outros serviços da rede foram convidados para assistir à encenação.

Luciano Ribeiro, que faz tratamento há mais de três anos, vai atuar como Jesus. “Estou feliz de fazer o papel principal”, disse. Luciano começou sofrendo com a depressão, que avançou para um quadro grave de transtorno psiquiátrico, que está sendo revertido com o acompanhamento do Caps. “Graças ao Caps estou me recuperando, voltando a ter a minha vida de volta”, declarou.

A Rede de Saúde Mental promove este tratamento por meio da inclusão social, preconizando a Lei da Reforma Psiquiátrica. Antes, essas pessoas eram tratadas nos manicômios e, agora, são assistidas pelos Caps, residências terapêuticas e leitos psiquiátricos. Eles realizam diversas outras atividades como o arraial (durante o mês de junho), passeios natalinos, viagens e excursões.

Os usuários têm ainda um Centro de Convivência, com oficinas de música, artesanato e produzem peças artesanais que são comercializadas em um estande na Vila do Artesão.

Em Campina Grande foi implantado o primeiro modelo da Paraíba, de tratamento de pacientes psiquiátricos, dentro de um hospital geral, que é o Hospital Municipal Doutor Edgley Maciel. São 20 leitos de emergência psiquiátrica dentro da unidade hospitalar. Além disso, o antigo manicômio João Ribeiro cedeu lugar ao Parque da Liberdade, atendendo à política antimanicomial.

“Durante longos anos esses indivíduos foram excluídos da sociedade e seus tratamentos eram realizados em hospícios, mantendo o usuário trancado, sem direitos a uma vida digna. Mas estamos mudando este quadro”, disse Sílvia.

Existem 16 serviços específicos de saúde mental na cidade e cerca de 7 mil pessoas são atendidas por ano. São 8 Centros de Atenção Psicossocial. O Caps AD atende pessoas que sofrem com o vício do álcool e outras drogas. O Caps ADJ atende crianças e jovens nesta situação. O Caps Intervenção Precoce e o Caps I oferecem serviço de acompanhamento psicológico para crianças e adolescentes que sofrem problemas psíquicos.

Ainda tem o Caps II e os Centros dos distritos de São José da Mata e Galante. O Caps III foi implantado nessa gestão e recebe os casos mais severos. O serviço foi habilitado pelo Ministério da Saúde. Além dos Caps existem seis residências terapêuticas que abrigam, integralmente, homens e mulheres com problemas psicológicos que perderam o vínculo com a família.

 

Codecom/CG


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