Ninguém mais que Ariano Suassuna seria merecedor de ter um espaço de preservação da sua memória no museu em que será transformado o Palácio da Redenção.
Parêntese: diga-se de passagem, foi uma grande sacada do governador João Azevedo, a de transformar aquele nobre espaço em um museu. Afinal, aquele histórico prédio há anos vem sendo subutilizado.

Voltemos ao nosso grande escritor, dramaturgo e poeta. Além da sua importância como autor de obras da envergadura do Romance da Pedra do Reino, de várias peças teatrais – dentre elas O Auto da Compadecida -, a além da Iniciação à Estética, Ariano Suassuna foi a única pessoa que nasceu naquele palácio, à época em que o pai dele, João Suassuna era presidente (não governador) do Estado da Paraíba.

Embora totalmente diferente do que foi em sua época, ainda hoje está lá, no Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba, o cômodo onde um dia foi o quarto em que nasceu o grande paraibano Ariano Suassuna.
Nas suas inúmeras aulas-espetáculo que proferiu Brasil a fora, Suassuna reiteradas vezes se referiu ao Palácio onde nasceu. Contava, por exemplo, que por ocasião da cerimônia de abertura de um evento nacional sobre literatura, no governo de Pedro Gondim, aconteceu um fato no mínimo curioso. Convidado que fora a participar do solenidade de lançamento, ele teria sido barrado à entrada do Palácio, por um guarda que não sabia de quem ele era. E rolou o diálogo à porta do imponente prédio no centro da Capital da Paraíba:

Guarda – O Senhor não pode entrar

Ariano – Mas, por quê?

Guarda – Porque o Senhor não está vestido de forma compatível com este evento, e está sem gravata.

Ariano – Engraçado, a primeira vez que entrei aqui foi nu, e ninguém nunca reclamou.

Ariano, claro, se referia à época em que era criança ali nascida e que correu pelos corredores peladinho da silva.

Cai o pano.

Patrimônio
Numa ação pioneira no Brasil, a Polícia Militar da Paraíba vai passar a fazer fiscalização acerca de irregularidades cometidas contra o patrimônio cultural. Para tanto, será assinado um termo de cooperação entre a PM e o Instituto do Patrimônio histórico e Artístico (Iphaep).

Como fruto dessa cooperação, será criada a Força Especializada de Proteção ao Patrimônio Cultural (Fepac).

 

Wellington Farias

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