Por pbagora.com.br

A diversidade cultural nas passarelas é uma tendência que ganha força no mundo da moda. Enquanto as modelos comemoram as oportunidades, o New York Times ouviu especialistas sobre o assunto, na Semana de Moda de Nova York, que terminou na última quinta (17).
 

“Eu queria uma variedade muito grande de meninas, de diferentes etnias”, conta Lois Samuels, estilista da Vessel, durante os testes para seleção das modelos. Paulo Santos, agente da Ford Models, lembra que esta mudança de comportamento não aconteceu do dia para a noite.

“Acho que está melhorando muito. Agora temos um presidente negro e uma primeira-dama. É claro que as coisas já mudaram. Dá para sentir a diferença e estou muito feliz. Uma das minhas principais modelos étnicas está trabalhando muito e sei que ainda vai melhorar”.

 

Para Julius Poole, diretor de elenco, algumas tendências acontecem em toda estação. “Mas em termos de racismo na indústria da moda, eu não vou mentir. Não vou dizer que não existe racismo na moda, mas também não posso dizer que acontece muito”.

Apesar do aumento das oportunidades nas passarelas, ainda são poucas as modelos que representam as principais grifes em campanhas publicitárias. “De vez em quando, alguém consegue romper a barreira, como a Naomi Campbell que chegou ao nível mais alto. Mesmo ainda são poucas e com menos freqüência do que a gente gostaria”, conta a modelo Laksmi Menon.

“É difícil ver uma menina étnica em uma campanha. Quando você olha as dez primeiras páginas de uma revista você não vê muitas modelos étnicas. Talvez nos editoriais de moda, mas nas campanhas é muito difícil. Todo mundo fala dos desfiles. Na passarela está tudo bem. Mas são com as campanhas que a gente ganha dinheiro. Quero aparecer nos outdoors”, diz a modelo Chanel Iman.

 

G1