Por pbagora.com.br

Depois de “Transformers”, chega a vez dos bonecos Comandos em Ação ganharem um filme para chamar de seu. Nos cinemas a partir desta sexta-feira (7), a superprodução “G.I. Joe – A origem de Cobra” dá vida à linha de brinquedos da Hasbro, que fez sucesso com a criançada dos anos 1980 e 1990.

Dirigido por Stephen Sommers (de “A múmia” e “Van Helsing”), o filme traz as aventuras de uma tropa de elite americana que usa equipamentos de alta tecnologia para derrubar um poderoso fornecedor de armas que promete destruição.

O elenco tem Dennis Quaid, Channing Tatum, Marlon Wayans e Joseph Gordon-Levitt, além da vilã Sienna Miller – com os cabelos escuros, quase irreconhecível – e da mocinha Rachel Nichols, que servem para quebrar a overdose de testosterona com figurinos coladíssimos ao corpo.

Como sugere o subtítulo, a trama de “G.I. Joe – A origem de Cobra” foca na gênese dos vilões Comandante Cobra, Destro e Baronesa, que almejam dominação mundial por meio do tráfico de armas ultramodernas, baseadas na nanotecnologia biológica.

 

Nostalgia e ação

A adaptação certamente falará alto aos corações nostálgicos de quem brincou com os bonecos na infância, mas isso não significa que sairão satisfeitos do cinema, como sugere o fato de o estúdio ter evitado submeter o longa aos críticos de Hollywood, para escapar de resenhas negativas.

 

Assim como em “Transformers” – que tem o mesmo produtor, Lorenzo di Bonaventura – , “G.I. Joe” coloca os efeitos especiais no centro das atenções, transformando o roteiro em uma sequência irregular de deixas para a exibição de manobras visuais (nem sempre perfeitas, aliás).

 

Quem acompanhou os personagens no desenho animado pode se decepcionar com a adaptação, que passa longe da fidelidade. Já quem não é um iniciado no mundo de Comandos em Ação pode se ver perdido em meio ao excesso de personagens e subtramas que pipocam na tela durante as duas horas de projeção. A confusão é tão grande que faz até um presidente americano com sotaque britânico passar (quase) despercebido.

Entretanto, em ambos os casos, o público terá pelo menos um deleite: as sequências de ação ambientadas em Paris, que fazem valer o ingresso. Segundo os produtores, só elas levaram 14 dias para serem filmadas e boa parte dos US$175 milhões do orçamento. Tudo bem que, na verdade, as cenas parisienses foram rodadas em uma cidadezinha da República Checa. Afinal, em “G.I. Joe” nada é bem o que parece, nem no visual, nem na história.

 

 

 

G1