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Fora das telas, Márcio Garcia desabafa

No jardim com vista deslumbrante de sua ampla casa no Joá, na Zona Sul do Rio, Márcio Garcia mostra, empolgado, uma “estrada” de formigas. “Meu filho mais novo, Felipe [de 3 anos e meio], nem deixa eu tocar nelas. ‘Você não viu o filme das formiguinhas, pai?’, ele me pergunta o tempo todo quando ameaço acabar com a farra delas”, explica o pai zeloso também de Pedro, que completa 9 anos no mês que vem e já “está falando grosso”, e Nina, 7, que como toda criança da nova geração, “passa o dedo na TV para tentar trocar de canal”, e marido dedicado da nutricionista Andrea Santa Rosa.

Márcio Garcia abre o jardim de sua casaAos 42 anos, o ator, apresentador e cineasta só quer saber da família e do trabalho. “Trabalho muito e a família me quer sempre por perto, graças a Deus. A verdade é que adoro trabalhar e ficar em casa!”, explica ele, que raramente é visto em show ou estreias teatrais, nem na curtição de antes. Festas em casa? Agora, só as infantis. “Outro dia vieram 14 crianças brincar aqui”, lembra Márcio, que está sempre por perto, já que sua produtora de filmes, a MGP (@marciogarciamgp no Twitter), fica a um lance de escadas do jardim. É lá que ele se dedica à finalização do filme hollywoodiano “Open Road” – estrelado por Andy Garcia e Camilla Belle e rodado no Brasil no ano passado – e à minissérie “A Teia”, que deve estrear na Globo em abril de 2013 com Márcio assinando a direção e atuando como um bandido.

Apesar de ocupado com outros projetos, ele assumiu ao EGO a vontade de voltar a fazer novelas, das quais está fora desde setembro de 2009, com o fim de “Caminho das Índias”. “Quer saber a verdade? Está batendo aquela saudade de fazer novela. Infelizmente, por coisa do destino, tive de recusar ‘Fina Estampa’ e agora ‘Guerra dos Sexos’. Em ‘Fina’, eu faria um atleta e tive um problema sério nos joelhos na véspera e tive de fazer até uma pequena cirurgia. Em ‘Guerra’, eu, Jorge Fernando [diretor da nova novela das sete] e até o Silvio de Abreu [autor] tentamos compor com o cronograma de ‘A Teia’, mas vimos que eu poderia me tornar um problema para as duas produções”, lamentou o galã.

Márcio não vai abandonar a TV

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Ele garante que não pretende largar a TV para se dedicar integralmente ao cinema, como pode parecer. “De forma alguma! Pretendo continuar atuando e dirigindo, tanto no cinema quanto na TV. Hoje não sei se poderia ser feliz profissionalmente sem os dois!”, reconheceu Márcio, que gosta é de bons roteiros: “Adoro dirigir e atuar. Gosto é de bons projetos. É claro que, quando se está começando, naõ se pode escolher muito. Meu primeiro longa-metragem, ‘Bed and Breakfast’ [‘Amor por Acaso’ no Brasil], não tinha um roteiro incrível e o orçamento só permitia que o filme fosse rodado em 15 dias. Não ficou o melhor filme do mundo, mas aconteceu. Hoje, diria que estou bastante exigente, tanto atuando quanto dirigindo. Acredito que a premissa para um bom projeto, como ator ou diretor, seja um excelente roteiro”.

 

Não tem como pintar. Deu muito trabalho consegui-los!”Márcio GarciaFalando em roteiro, o inglês Nate Parker está debruçado sobre o do curta “Predileção”, dirigido por Márcio em 2009, que virará um longa-metragem em 2013. “Ainda está na fase de desenvolvimento”, comentou ele que, recentemente, recebeu um convite para dirigir uma comédia romântica com Dustin Hoffman. “Este filme deveria ser filmado em 24 dias, mas minha agenda não permitiu. Sei que este convite só surgiu porque filme ‘Bed and Breakfast’ em duas semanas [risos] mas me senti feliz pela proposta”, ponderou.

“Open Road” foi rodado em 20 dias

Por agenda cheia, leia-se a conclusão de “Open Road”. “O lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil”, lembra ele sobre o cronograma apertado. O filme foi rodado em apenas 20 dias. “Esse tempo curto faz com que todas as cenas sejam complicadas, pois fico limitado. A grande vantagem foi trabalhar com um elenco extremamente inteligente e versátil”, explicou Márcio, que apontou a cena mais difícil de ser realizada: “Houve uma cena de emoção bem complicada e só tivemos tempo para fazer um take do Andy e um take da Camilla. Acredite, o resultado foi surpreendente, apesar da complexidade dramática da cena”.

Alem deste projeto e de “A Teia” (“Estamos em pré-produção da minissérie, fazendo testes de elenco, só tem confirmado até agora o João Miguel, e também testes de efeitos e vendo locações”), Márcio rodou em abril – com um bigodinho – uma participação no filme “O Velho Marinheiro”, de Marcus Jorge, do qual acabou virando coprodutor. “Curti o bigodinho por pouco tempo [risos]. O filme, da Total, vem para coroar o centenário de Jorge Amado e acabei me tornando coprodutor. Minha produtora de efeitos está fazendo os de 3D, que são muitos. Ter trabalhado ao lado do Marcus e do grande Joaquim de Almeida foi uma grande experiência”, avaliou o ator, que interpreta Georges Nadreau, comandante de navio de descendência francesa que inspira o protagonista, o português Joaquim de Almeida, a virar um senhor dos mares.

Programa para chamar de seu ainda de pé

Com tanto trabalho na Sétima Arte, ele deixou um pouco de lado o projeto de apresentar um programa semanal na Globo, o que o motivou a voltar à emissora em 2008. Mas a atração não foi engavetada. “Eu e a Globo temos interesse em desenvolver um programa para eu apresentar. Mas hoje temos outras prioridades. E um projeto para ser bem desenvolvido precisa de tempo e foco. Na hora certa ele virá! O que é do homem, o bicho não come”, citou.

Fios grisalhos que deram trabalho
Apesar da chegada de fios brancos aos cabelos (“Não tem como pintar. Deu muito trabalho consegui-los!”), Márcio Garcia continua com rosto e corpo de garoto. Qual o segredo? “Me alimento muito bem durante a semana. Nada de gorduras ou glúten. Doutora Andrea Santa Rosa [sua mulher] mantém todo mundo na linha. No fim de semana, ela relaxa um pouco e todo mundo aproveita, já que ninguém é de ferro”, diverte-se ele, que faz exercícios três vezes por semana. “Agora descobri o kitesurf, perfeito para quando o vento não permite o futevôlei”, conta ele, que acrescentou: “Mas o fundamental, o maior segredo mesmo é manter viva a criança dentro de você. Sem isso, não há dieta nem malhação que possa te manter bem”.

 

A maturidade dos 42 anos, garante ele, chegou naturalmente, sem atropelos. “Sempre fui maduro e sempre fui muito criança. É claro que a paternidade, a responsabilidade, e a preocupação com a família reforçam a maturidade naturalmente. Trabalho desde os 15 anos e sempre fui muito maduro quando o assunto é trabalho. Mas nunca esqueci do valor e da paz que se alcança quando se tem uma criança dentro do peito!”.
 

 

Ego

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