Por pbagora.com.br

Construída em 1782, quando o então Largo do Erário era o epicentro da João Pessoa (PB) dos tempos coloniais, uma edificação permanece até hoje como testemunho dessa época. A cidade não é mais a mesma e o largo foi renomeado como Praça Barão do Rio Branco. Ainda assim, o monumento preservou a antiga alcunha do local: passou a ser conhecido como Casa do Erário.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) investiu aproximadamente R$ 48 mil em serviços de manutenção do monumento. O objetivo principal foi a revisão geral do telhado e a impermeabilização das calhas. Também foram executados pintura, limpeza e reparos gerais. Iniciadas em fevereiro de 2020, as obras acabam de ser finalizadas.

A Casa do Erário foi inscrita pelo Iphan no Livro do Tombo Histórico, em 1971. Trata-se de um dos poucos exemplares da arquitetura oficial produzida no século XVIII. Compõe-se de cunhais trabalhados em pedra calcária, vergas em arco abatido e portada central.

O casarão tem vocação para a mudança. Construído para funcionar como açougue, também já sediou um mercado público. Em 1869, passou a abrigar uma repartição dos Correios, que inaugurou a sucessão de departamentos públicos que marcou a história mais recente da edificação. Esse percurso inclui o período, a partir de 1981, em que foi restaurada para ser utilizada pelo Ministério da Fazenda e desemboca no marco mais recente, no ano de 2002, quando teve o uso cedido ao Iphan.

A partir de então, sob coordenação do Iphan, converteu-se em um espaço para promover e divulgar o Patrimônio Cultural. Nesse sentido, dispõe de arquivo físico e vasta biblioteca sobre o tema. O local também já foi amplamente usado para exposições e ações de educação patrimonial, bem como para atender estudantes e pesquisadores.

A presidente do Iphan, Larissa Peixoto, destaca: “É com enorme satisfação que o Instituto entrega as obras de manutenção deste monumento tão importante para a história da Paraíba e para o Patrimônio Cultural Brasileiro como um todo. A conservação dos imóveis tombados é fundamental para garantir que as edificações continuem a resguardar a identidade e a memória nacional para as gerações dos dias de hoje e do futuro”, completa.

O Largo do Erário

Na época de sua inauguração, o açougue abrigado pela casa do Erário se localizava próximo à Casa de Câmara e Cadeia, que fiscalizava a comercialização de carne no período colonial. O Largo do Erário concentrava a parte administrativa da então Capitania Real da Parahyba.

Como lugar de memória, o Largo não só registra as origens históricas da região como também nos remete às matrizes culturais brasileiras. Trata-se de um espaço que guarda hábitos antigos e acontecimentos grandiosos de uma cidade; bem como as dores e as alegrias dos indivíduos que ajudaram a compor a população do país.

PB Agora

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