Prestes a se transformar em um patrimônio imaterial e histórico brasileiro, por parte do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a Feira Central de Campina Grande é considerada como um grande museu popular ao ar livre,. Aa feira é o espaço que reserva particularidades de um povo, seus costumes e suas tradições. Como muitas feiras do interior do Nordeste, a Feira Central de Campina Grande surgiu da necessidade de as pessoas negociarem mercadorias. A posição estratégica da Rainha da Borborema facilitou o encontro dos tropeiros que atravessavam a região, vindos do interior em direção ao litoral.

A Feira Central de Campina Grande que uma das maiores do Nordeste e funciona durante todos os dias da semana, embora o maior fluxo de pessoas seja no sábado, recebeu a visita de representantes Iphan, autarquia do governo federal vinculada ao Ministério da Cultura.
Participaram das atividades de hoje a Coordenadora de Registro do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Marina Duque Coutinho; a superintendente substituta do Iphan na Paraíba, Carla Gisele Moraes; o chefe da Divisão Técnica do Iphan/PB, Luciano de Souza e Silva, além do pesquisador e consultor do Iphan, Ulpiano Toledo de Bezerra.

Acompanhado do secretário de Cultura do município, Joia Germano, e de representantes da Secretaria de Educação do Município (Seduc), o grupo percorreu os principais espaços da Feira, ouvindo os comerciantes e conhecendo os produtos e as tradições do local.
Durante a visita, a comissão também acompanhou manifestações culturais relacionadas à história da feira e de Campina Grande, entre elas uma encenação das crianças do projeto “Tamanquinhos das Artes”; a apresentação da música “Feira de Campina”, composta pelo saudoso Major Palito e executada pela Companhia Mambembe de Teatro que leva o seu nome; além de cordelistas; violeiros; do grupo de capoeira “Angola Berimbau Viola”; e da dupla de emboladores de coco Canário (Felipe Batista) e Caboclo (Fredi Guimarães).

“A ideia que eu já tinha com base na leitura que havia feito de toda a documentação, e que vai se confirmando, é que a feira de Campina Grande se apresenta não só como um caso privilegiado de feira tradicional, mas também, antes de mais nada, como um espaço de troca de experiências”, destacou Ulpiano Barbosa, que é membro do Conselho Consultivo do Iphan e será relator do processo sobre a Feira Central.

Segundo o pesquisador, o relatório produzido por ele após a visita será apresentado na próxima reunião ordinária do Conselho, marcada para o dia 27 deste mês, quando os demais membros vão conhecer todo o material anexado ao processo e deliberar sobre a concessão do registro para a Feira.

A coordenadora do Inventário Nacional de Referências Culturais da Feira Central, Giovanna Aquino, que também é responsável por todo o material apresentado pela Prefeitura de Campina Grande durante o processo, ressaltou que a feira reúne as condições necessárias para obtenção do registro de Patrimônio Cultural do Brasil, que se concretizado será o primeiro da história da Paraíba e o quarto do Brasil na categoria “Lugar”.

Redação

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