Por pbagora.com.br

A maratona que é a gravação de um DVD não é para qualquer fã. Que o digam os primeiros da fila, colados na grade em frente ao palco do show para a gravação do primeiro ao vivo do Cine, na noite deste domingo (26) em São Paulo. “É lógico que vale o aperto para aparecer no DVD”, diz Tathyele Patrícia dos Santos, espremida entre outros tantos fãs. “Estou aqui desde ontem e já destruí o cabelo que estava arrumado”.

Quase 3 mil adolescentes – e alguns pais – compareceram ao HSBC Brasil para a apresentação. Nem todos estavam tão apertados. Antes do início do show, que começou com atraso às 20h40, havia espaço na pista para alguns se sentarem e até improvisarem brincadeiras enquanto esperavam o Cine subir ao palco.
O quinteto abriu o show com a inédita “A praia”, seguida por “Vem aqui” e “Flashback”. Em “As cores”, com direito a acompanhamento de quarteto de cordas, no lugar de erguerem os tradicionais isqueiros ou celulares os fãs balançaram centenas de balões coloridos por cima das suas cabeças.

O maior teste de paciência, comum em gravações ao vivo, são as inúmeras repetições de músicas. Com tantas paradas, incluindo um longo intervalo entre “Prometa” e uma versão acústica da nova “Namora comigo”, o show só foi terminar por volta das 23h.

Durante a primeira execução de “Sábado à noite”, versão do hit do Cidade Negra escrito por Lulu Santos, o vocalista DH leva uma garrafa na cabeça e reclama, após parar a música. “Obrigado pela garrafada, hein?”, ironizou. Além dos hits “Garota radical” e “Dance e não se canse”, deixados para o final, o show também contou com cinco músicas inéditas, incluindo “T.R.N.E.” e “Yeah yeah”.

A idade média do público variava bastante, mas dificilmente passava dos 20 anos. No séquito mirim estavam as amigas Marcela Protic, Beatriz Sorrine, Bruna Protic e Ana Carolina Ferreira, com idades entre 10 e 12 anos, acompanhadas por uma prima. De calças coloridas e vestindo camisetas com o nome do Cine, elas contam que gostam bastante de usar o visual dos ídolos. “Às vezes a gente até vai no shopping assim”, comenta Marcela.

Já o grupo de Renato Aranha, Julia Trindade, Wellington Oliveira, Gui Graciano, Letícia Silva e Marcelo Tirani têm entre 18 e 20 anos (com a exceção de Letícia, de 13), e dizem ter conhecido o Cine quando a banda abriu o show dos ingleses do McFly, em 2009. Fãs de All Time Low, Forever The Sickest Kids, Blink-182 e Replace, eles dizem que curtem a positividade da banda. “O legal do Cine é a energia positiva deles, eles não falam nada desagradável, e ao mesmo tempo a música é agitada”, diz Renato.

Também não faltaram pais acompanhando os filhos, como é o caso de Marcel e Paula Leal, que trouxeram as filhas adolescentes Marcela e Marjorie, além da sobrinha Bianca Martins e do namorado Guilherme Bononi.

Ex-frequentadores do bar underground paulistano Madame Satã nos anos 80 – Marcel conta com orgulho sobre seu primeiro show dos góticos do Sisters of Mercy, em 1987 – o casal agora sai em família. “Eu não gosto muito da banda, mas prefiro que elas ouçam isso a coisas como funk, pagode”, diz Paula. Mas eles já tem tarefa de casa para as garotas, explica a mãe. “Jácompramos os ingressos e elas vão com a gente no Aerosmith em maio”.

G1

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