Por pbagora.com.br

A 19ª edição do Cine Ceará, que começa nesta terça-feira (28) em Fortaleza, faz uma homenagem à cultuada figura de Che Guevara, mostrando a força que o guerrilheiro ainda exerce sobre o imaginário do cinema contemporâneo.

 

O evento, que vai dedicar a Che uma mostra de 13 filmes, será aberto com a pré-estreia de “Che – Guerrilha”, a segunda parte da saga dirigida por Steven Soderbergh. Estrelado por Benicio Del Toro e com Rodrigo Santoro no elenco, o filme só deve entrar em cartaz nos cinemas do Brasil em 18 de setembro.

 

A mostra Che – Olhares do tempo ainda vai exibir o documentário “Personal Che”, Douglas Duarte, “Mi hijo el Che”, de Fernando Birri, “El día que me quieras”, de Luis Carlos Gutierrez, “Carabina M2 – uma arma americana”, de Carlos Pronzato, e outros.

 

Para debater o ícone Che Guevara, o festival vai contar com a presença de Luis Carlos Gutierrez, o dentista conhecido como Fisín, hoje com 90 anos, que alterou o rosto de Che para as guerrilhas no Congo e na Bolívia. Juntam-se a ele o diretor Douglas Duarte, diretor de “Personal Che”, Héctor Cruz, cineasta de “Kordavision” (2005), e o veterano do cinema argentino Fernando Birri, de “Mi hijo el Che” (1985).

 

Mostra competitiva

No 19º ano de vida do Cine Ceará, quatro longas-metragens brasileiros disputam o principal prêmio do evento, escolhido por júri próprio. O destaque fica por conta do documentário inédito “Pequeno burguês – Filosofia de vida”, dirigido por Edu Mansur, que faz um perfil do sambista Martinho da Vila.

 

Também concorrem “À deriva”, de Heitor Dhalia, com Deborah Bloch e Vincent Cassel, “Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmonte, com Cauã Reymond, e outro documentário, “O homem que engarrafava nuvens”, de Lírio Ferreira (de “Árido movie”). O vencedor leva um prêmio de R$ 10 mil.

 

Há ainda a competição de longas ibero-americanos, que inclui o documentário argentino “Haroldo Conti – Homo Viator”, de Miguel Mato, e as ficções “Coração do tempo”, do mexicano Alberto Cortés, “Os deuses quebrados”, do cubano Ernesto Daranas, e “O prêmio”, do peruano Alberto Chicho Durant. Além disso, 15 curtas de diversas regiões do Brasil serão exibidos em mostra específica.

 

G1

Notícias relacionadas

OPINIÃO: A dimensão religiosa da política

Já faz alguns séculos que a separação entre Estado e Igreja se consolidou nos países ocidentais. Todos nós sabemos, em alguma medida, que houve um período da história em que…