Inaugurado no ano de 1987 no município de Cabedelo, o Teatro Santa Catarina completa 33 anos, nesta sexta-feira (13). Para celebrar a data, a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) preparou uma programação especial para o período de 13 a 15 deste mês. A primeira atividade acontece na sexta-feira (13), às 19h, com a exibição do filme ‘Bacurau’, seguida de debate. A entrada é gratuita, mas haverá distribuição de senhas e o acesso está sujeito à lotação do local.

No sábado (14), a partir das 19h, acontecerá a Ciranda das Mulheres com participação dos grupos Teca de Cabedelo e Odete de Pilar. A atividade, que também integra a programação do Mês da Mulher, será realizada na área externa e o acesso é livre.

No domingo (15), o encerramento será com a apresentação do espetáculo infantil ‘Girandei’, do Grupo Oxente. A atividade faz parte da Matriz – Mostra Feminina de Artes Cênicas e também integra a programação cultural do Mês das Mulheres, que consta de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo da Paraíba por meio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) em parceria com a Funesc. As atividades relacionadas ao aniversário do Teatro Santa Catarina também contam com parceiros como Janelas da Interculturalidade, Associação Cabedelense para Cidadania (Acica) e Vitrine Filmes.

Sessão de Bacurau – O filme tem direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornellas. O longa foi premiado no Festival de Cannes e também no Festival de Munique. A história foi gravada no Sertão do Seridó, na divisa da Paraíba e Rio Grande do Norte. As locações ocorreram no povoado de Barra, a 24 km de Parelhas (RN). O elenco paraibano é composto por Danny Barbosa, Ingrid Trigueiro, Jamila Facury, Suzy Lopes, Buda Lira e Thadelly Lima. Também integram o elenco Sônia Braga, Bárbara Colen, Karine Teles, Lia de Itamaracá, Udo Kier e Silvero Pereira.

A sinopse é a seguinte: Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no Sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, os habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa. E é nessa trama que ‘Bacurau’ mistura faroeste, terror, ação e drama.

Ciranda das Mulheres – Pelo terceiro ano consecutivo, a programação do Mês da Mulher traz a Ciranda das Mulheres. As convidadas, Dona Teca do Coco de Cabedelo e Odete de Pilar, são referência em cultura popular no Estado da Paraíba.

Teca de Cabedelo (Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito) – Herdeira do Mestre Benedito, criador do grupo Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito, criado ainda nos anos 1970 e mantido até hoje. Pela cabeça de Benedito nunca passou a ideia de que a brincadeira de tocar coco e dançar ciranda em família um dia viraria um grupo formal. Mesmo antes de se mudar de Cruz do Espírito Santo para Cabedelo, em 1950, o patriarca já tinha o costume de convocar filhos, netos, irmãos e vizinhos para a despretensiosa dança em grupo.

As apresentações tinham letra e ritmo, mas eram guiadas sobretudo pelo improviso. Com o tempo e a notoriedade local, o coco foi sendo cada vez mais requisitado para passagens por festas juninas, carnavais e eventos de bairro. A “formalização” de fato, com o batismo de Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito, veio em 1976, ainda que mantivesse sempre vivo o espírito da brincadeira. “Ao nosso núcleo se juntava qualquer pessoa que estivesse assistindo e quisesse se divertir”, lembra Terezinha da Silva Carneiro, a Dona Teca.

Odete de Pilar – Moradora do Sítio Lagoa do Gonçalo, no município de Pilar/PB, é a força da voz penetrante e inconfundível de Odete que puxa a Ciranda Nova. Conta ela que começou a brincar coco e ciranda aos dez anos de idade, acompanhando na zabumba seu pai, Zé de Brito, que tocava a caixa. Mãe de 22 filhos, Odete hoje trabalha em um pequeno roçado logo atrás de sua casa. A Ciranda Nova é composta por alguns amigos seus, também trabalhadores rurais, moradores de Serventia do Meio, zona urbana de Pilar.

Girandei – A atividade faz parte do projeto Matriz – Mostra Feminina de Artes Cênicas, que integra a programação do Mês da Mulher. Espetáculo de teatro que acontece em espaços múltiplos, indo da rua aos palcos convencionais passando pelas salas de aula e pátios escolares, envolvendo os espectadores pela magia do espetáculo teatral, fazendo o teatro acontecer aonde a trupe de atrizes se instalar, com a energia dos contos populares, brincadeiras infantis e cantigas de roda. O espetáculo no palco, utiliza a própria caixa cênica e urdimentos, para fixação do cenário composto por três cortinas de retalhos, que delimitam o espaço cênico e na relação palco-plateia se estabelece a magia do teatro onde, através do encontro das personagens Caterina e Benedita que através de inúmeras lembranças, revelam histórias e brincadeiras da infância, que hoje já não se usa mais.

A montagem e encenação são da Cia. Oxente. Ficha Técnica –  Gênero: Infantil | Direção: Everaldo Vasconcelos | Músicas: Emmanuel Macedo, Inaldinho, Nara Limeira e Mizael Batista | Sonoplastia: Emmanuel Macedo | Elenco: Monica Macedo, Margarida Santos e Emmanuel Macedo (Músico) | Figurinos e Adereços: Tainá Macedo | Ceno-técnico: José Maciel | Iluminação: Eloy Pessoa | Execução de Luz: Jamil Richene | Cenografia: Cia Oxente | Produtor: Jamil Richene | Classificação indicativa: livre.

PB Agora

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Mídia nacional traz as consequências do coronavírus sobre os festejos juninos e destaca CG

Uma matéria nacional trouxe ontem (07), os desdobramentos da pandemia do coronavírus sobre os festejos juninos do Nordeste, dando destaque ao adiamento do “O Maior São João do Mundo 2020”,…

Usina Energisa incentiva o consumo de artistas, filmes e livros da PB pela internet

A Paraíba é repleta de talentos na música, literatura e cinema. Os artistas, diretores e escritores do estado produzem obras de alta qualidade. Por isso, a Usina Energisa valoriza as…